Aviso + Postagens

Voltei aqui no blog mas ainda não é definitivo .. porque minha vida pessoal ainda não esta nada facil... Quem me tem no facebook vê que eu nao esto nem entrando é muito dificil eu entrar estou meio sumida da internet e como hoje consegui entrar resolvi postar uns capítulos e pedir 2 favores a vocês

Bom como não estou usando a internet( que esta ruin ainda :( ) estou escrevendo uma historia e gostaria muito de posta-la para voces so que nao sei como vamos fazer porque ja tem anjo da noite aqui se quiser quando eu voltar posso postar as 2 para voces e o outro favor é que nao me abandonem porque amo esse blog demais e quero voces todas aqui quando eu puder voltar ... Agora começou as aulas, os meus cursos e juntou com meus problemas pessoais imagina a minha cabeça como esta no momento? então é isso vou postar uns capítulos de anjo da noite aqui para voces

Ah e um outro favor .. quem aqui sabe fazer banner? queria um para a minha proxima historia quem souber fazer poderia fazer para mim? Quem puder fazer pode escolher a foto do banner o nome da historia é Simplismente Aconteceu .. Quem puder fazer deixe um aviso aqui no final da postagem entao é isso amores vou tentar voltar o mas rapido possivel ok?? beijos amores

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Capítulo 16 – A casa


Quando cheguei ao lugar marcado ele já estava esperando com sua expressão impaciente no rosto.

_Bom dia vira-lata_ eu sorri pra ele.
_Demorou em?
_Sempre impaciente o meu cachorrinho_ eu brinquei.
_Podemos finalmente ficar sozinhos hoje?
_Não estava gostando da companhia?
_Claro que estava mais eu queria ficar sozinho com você_ ele deu um sorriso malicioso.

Ele se aproximou e me deu um beijo demorado, era impossível resistir aos seus carinhos, mas a queimação em minha garganta me lembrou que eu deveria ser cuidadosa. Então me afastei.

_Então, se importa se fizermos algo diferente hoje?
_Diferente tipo o que? Vai me apresentar pro seu pai?
_Muito engraçado Joseph.
_Não me chama assim_ ele reclamou.
_Eu queria que você conhecesse um lugar.
_Que lugar?_ perguntou curioso.
_Surpresa_ eu afirmei.
_Bom, por mim tudo bem, com tanto que estejamos juntos.
_Ótimo, então se transforme pra nós irmos_ ordenei.
_Sim madame_ ele fez careta e foi andando na direção das árvores.
_Espera_ chamei.
_Que foi? Primeiro me apressa e agora manda que eu pare?
_É que... Eu queria ver como é que você se transforma.
_Você quer é?_ ele me encarou sério.
_Sim eu quero.
_Tudo bem então_ seu sorriso malicioso reapareceu.

Ele deu uns passos pra trás, se afastando de mim, então calmamente começou a abrir a calça. Eu o observei cautelosamente, ele tirou as calças ficando completamente nu na minha frente então às jogou em cima de mim.

_Segura pra mim, por favor?_ ele perguntou sorrindo.
_Claro.
Ele percebeu a minha cara enquanto o olhava de cima abaixo, tanta perfeição era desconcertante.

_Que é? Você não é a única que impressiona_ ele riu.
_Você ainda não esqueceu aquilo?_ sabia que ele não esqueceria o dia que fiquei sem roupa na frente dele, lembrar da sua cara me fez querer rir mais.
_Eu tenho cara de quem esquece uma coisa dessas?

Eu abri a boca pra protestar, mais então ele caiu no chão se contorcendo, e como num passe de mágica se transformou em um enorme lobo na frente de meus olhos. Eu cheguei mais perto enquanto ele me observava, alisando seu pelo marrom, macio. Ele me lambeu e uivou. 

_Porquinho_ eu reclamei enquanto me afastava e limpava o rosto.
Ele uivou de novo, eu dobrei as calças dele no meu braço.
_Vamos logo, não tenho o dia todo.

Eu comecei a correr e ele veio atrás de mim, me acompanhando facilmente, seu cheiro continuava bom mesmo transformado. Porem sentir o vento em meu rosto ajudava a me acalmar, diminuía o efeito da queimação. Eu parei quando chegamos bem perto de onde queria. Eu queria olhar o rosto dele quando visse o lugar.

Narrado pelo Joe

Eu parei junto com ela no meio das árvores e voltei a minha forma humana, não posso negar que me agradou ver sua expressão enquanto ela me observava. 

_Pode devolver minha roupa?_ perguntei.
_Claro_ ela sorriu e jogou as calças em cima de mim.
_Obrigada_ sussurrei enquanto me vestia_ Era aqui que você queria que eu conhecesse?
_Não, fica atrás dessas árvores_ ela apontou.
_Porque tanto segredo?
_Eu quero ver a sua cara quando vir o lugar.
_Você é muito má_ eu reclamei_ odeio surpresas, sou muito curioso.
_Não se preocupa, nós já chegamos.

Ela pegou minha mão e me puxou na direção das árvores. 
_Chegamos.

Bem na nossa frente, em um lindo campo verde tinha uma pequena casa. As paredes de fora eram claras, marfim. Tinha uma porta de vidro e duas janelas, uma de cada lado, estava cercada por várias árvores e muitas flores.

_Bem vindo a minha casa_ ela fez um gesto de reverencia.
Ela foi andando na direção da casa, mais parou, esperando que eu a acompanhasse.
_Você não vem?_ ela estendeu a mão me convidando.
_Claro_ eu andei calmamente até parar ao seu lado, ela colocou a mão na maçaneta.
_Eu, a Sel e o Nick encontramos essa casa quando estávamos caçando, faz uns anos já. Estava abandonada, então nós reformamos e transformamos em um refugio.
_É muito bonita_ eu disse.
_Espera pra ver por dentro_ ela sorriu.

Ela abriu a porta e nós entramos em uma sala bem espaçosa. As paredes eram todas brancas, haviam dois sofás escuros, uma cor parecida com preto, talvez verde. Uma mesinha de centro, uma televisão enorme em uma estante de madeira e uma lareira. Haviam também muitos quadros espalhados por todo cômodo.

_Nossa_ foi só o que consegui dizer.
_Eu a Selena que decoramos tudo. A televisão enorme foi idéia do Nick, ele gosta de assistir aos jogos de basebol nela_ disse com um sorrisinho tímido no rosto.
_É incrível, se o Kevin visse isso nunca mais ia conseguir assistir aos jogos na nossa televisãozinha. 
_Você gostou?_ ela pareceu esperançosa.
_Muito, é incrível.
_Vem ver o resto_ ela pegou minha mão e foi me guiando pra outro cômodo.

Ela me puxou, fomos até um corredor com três portas. Ela abriu a primeira e deu espaço pra que eu entrasse. Era uma espécie de escritório, como na sala as paredes eram brancas, tinha duas grandes estantes cheias de livros e uma mesa de madeira com um notebook.

_Nossa, esses livros são seus?
_Eu gosto de ler_ ela falou_ tenho muito tempo livre.
_Legal.
_Isso aqui era uma cozinha_ ela explicou_ mais como não tinha muita utilidade resolvi transformar num escritório.
_Você tem um notebook?
_O que? Só porque sou uma vampira não posso usar o computador?
_Não é isso, só não sei pra que você usaria o computador.
_Eu uso pro trabalho, facilita_ ela disse.
_Você tem internet?
_Tenho sim, mais não funciona muito bem.
_Também, aqui nesse fim de mundo_ eu zombei.
_Olha, não fala mal da minha casa_ ela me deu um tapinha.
_Desculpa_ eu ri.
_Anda logo_ ela começou a me puxar de novo.

Ela parou na segunda porta.

_Esse é o banheiro_ ela apontou.
_Banheiro?
_Não tem muita utilidade, mais eu acho bonitinho_ ela sorriu, seu sorriso encantador me desconcentrou. 
_Você esta tão linda hoje_ disse sem pensar em nada. 
_Obrigada_ ela agradeceu envergonhada_ quer ver o quarto?
_Claro.

Ela me guiou até a última porta do corredor, então a abriu muito cuidadosamente. O quarto era bem espaçoso, as paredes eram brancas, exceto uma, na cor preta, onde ficava a enorme cama de casal. De um lado tinha duas enormes portas.

_É o closet_ ela disse.
_É bem grande.
_Tem coisas minhas, da Selena e do Nick, mais eles quase não vem aqui, quem mais usa sou eu. Foi aqui que eu fiquei quando dormi fora de casa.
_É muito bonito_ falei.

Do outro lado, havia uma porta e duas enormes janelas de vidro que davam pra uma cachoeira.

_Quer ver?_ ela perguntou com seu lindo sorriso no rosto.
_Quero sim.

Ela abriu a porta e nós estávamos do lado de fora. Tinha um campo verde e ao fundo uma linda cachoeira, o lugar era incrivelmente lindo.

_Nossa.
_Eu sei, é incrível né?
_Não acredito que vocês acharam esse lugar por acaso.
_Foi sorte, uma coisa boa. Nos manteve ocupados por um tempo. Eu e a Sel nos divertimos muito decorando tudo. Ninguém sabe da existência desse lugar, é um segredo de nós três e agora seu também.
_Obrigada por me trazer aqui.
_Não tem de que.

Nós ficamos parados ali um tempo, observando a paisagem em silencio, só nós dois e a natureza. Então ela se virou pra mim, novamente sorrindo, parecia pensativa.

_Quer nadar?_ ela perguntou.
_Agora?_ eu falei meio espantado.
_Porque não?_ ela ergueu os ombros.
Ela foi andando até a beira da cachoeira e começou a tirar a roupa. Tirou as botas, as jogando pro lado sem o menor cuidado, abriu o botão do short e o tirou, jogando junto com as botas. Então tirou a blusa branca que estava usando, ficando apenas de calcinha e sutiã. Eu não sei explicar o que senti ao vê-la assim... Seu corpo prefeito, sem defeitos.

_Você não vem?_ ela perguntou inocentemente.
_Eu vou molhar minha roupa.
_Isso não é problema_ ele fez careta_ seca depois.
_Eu não... _ eu não sabia bem o que dizer.

Em um de seus movimentos rápidos e invisíveis ela se materializou na minha frente, seu rosto a centímetros do meu. Ela colocou a mão na minha calça e desabotoou.

_Se não quer molhar... Então é só tirar_ ela me fitou com seus olhos e me perdi na imensidão deles. Diferentes, hipnotizantes... Lindos_ Não vai dizer que ta com vergonha de mim?


Narrado pela Demi

Ele segurou minha mão com força, não pra machucar, apenas pra que eu não conseguisse me soltar, impedindo que eu soltasse sua calça. Ele me encarou em silencio.

_Você não ta mesmo a fim de nadar né?_ perguntei tentando fazê-lo falar.
Ele não respondeu, só foi chegando mais perto sem soltar minha mão.
_Por favor, não faz isso_ pedi sem força de vontade nenhuma.
_Ta tudo bem_ ele sussurrou.

Ele se inclinou mais perto, e colou seus lábios nos meus. Eu queria me afastar... Não por que eu não quisesse beijá-lo, mais porque eu tinha medo de machucá-lo, mais não o fiz, deixei que acontecesse, pois por mais doloroso que fosse eu queria aquilo mais que tudo. Sua mão se ergueu, alisando meu rosto e as minhas se prenderam no seu cabelo bagunçado. Eu podia sentir sua outra mão deslizando pelas minhas costas, me fazendo arrepiar. Então me afastei devagar antes que fizesse uma besteira. Ele sorriu pra mim, ainda segurando meu rosto em suas mãos. Era tão fácil agradá-lo.

_Você poderia, por favor, se comportar?_ pedi delicadamente, tentando disfarçar a dor que eu sentia, a queimação. Ele tentava respeitar minha dor embora não entendesse.
_Desculpe_ ele não me parecia arrependido_ é difícil me controlar quando estou com você. E ficar de calcinha e sutiã na minha frente não ajuda.
_Você nunca viu uma mulher sem roupa na vida?
_Não tão linda quanto você. 
_Ah, por favor? 
_É diferente_ ele afirmou_ Eu amo você.
_Também amo você, então faça o favor de não me provocar_ pedi.
_Eu vou tentar_ ele sorriu e ergueu os ombros.
_Vamos nadar_ eu disse.

Eu peguei a sua mão e o arrestei pra dentro da água, de roupa e tudo. Nós nadamos juntos na água quente, conversamos mais e ele se comportou como prometido. Depois de um tempo, nós saímos da água, ele se sentou à beira da cachoeira e me sentei junto, entre suas pernas, suas mãos me envolveram em um abraço.

_A Dani ia adorar isso aqui_ ele disse.
_Você pode mostrar a ela e ao Kevin depois, só não pode virar ponto turístico_ eu brinquei e ele riu.
_E como vai sua irmãzinha?
_Chata como sempre, ela é a única que me perturba e acha que tem alguma coisa errada com os nossos passeios. Não agüento os olhares assassinos que ela me manda_ reclamei.
_Porque ela não gosta de você?
_Ciúmes_ eu disse_ ela acha que o papai me da mais atenção do que a ela.
_E não é verdade?
_Tecnicamente. É porque nós passamos mais tempo juntos devido ao trabalho.
_Eu não tenho esse problema, meu pai sempre deu atenção igual pra mim e o Kevin.
_Ah, e como vai a... Vanessa?_ fiz uma careta.
_Ela nem olha mais na minha cara depois daquele dia.
_Melhor assim.
_Ta com ciúmes?_ ele pareceu gostar da idéia.
_E se eu estiver?_ desafiei.
_Não precisa disso, eu só tenho olhos pra você_ ele disse.
_Você precisa de óculos_ disse.
_Um lobisomem com problemas de visão?_ ele caiu na gargalhada.
_É meio estúpido, mais você precisa tomar cuidado. Anda não percebeu que você esta com uma vampira?
_Sendo assim você também precisa de óculos, não percebeu que sou um vira-lata?
_Não é a mesma coisa_ tentei argumentar. 
_É sim. Eu te amo_ ele sussurrou no meu ouvido, me deixando arrepiada.

Ele começou a beijar o meu pescoço, e suas mãos passeavam pela minha perna. 

_Você é bem abusadinho_ eu falei baixo.
_Você quer que eu pare?_ ele perguntou.
_Não.

Ele riu baixinho e senti sua respiração quente no meu pescoço. Eu segurei uma das suas mãos, subindo, arrastando ela da minha perna até a cintura. Ele foi descendo os beijos, e sua outra mão segurava a alça da minha calcinha. A queimação dentro de mim só fazia aumentar conforme ele me tocava, parecia que eu ia explodir a qualquer momento e pra minha sorte meu celular tocou. Me aproveitei da situação e levantei rapidamente, ele me olhou sério, respirou fundo tentado se acalmar enquanto observava minha expressão assustada. Eu peguei o celular.

_Alo?
_Demi.
_Quem é?_ eu perguntei confusa.
_Como quem é criatura? Sou eu, Selena, sua best friend forever_ ela disse.
_Ah, oi, o que foi?
_É melhor você vir pra casa, a Taylor ta enchendo a cabeça do tio Marcus de besteira sobre você.
_Como assim?
_Vem logo que eu te explico, não demora.
_Ta... Bem... Eu já to indo.
_Tchau.

Eu desliguei o celular e voltei a encará-lo.

_Que houve?_ ele perguntou ainda meio perturbado.
_A chata da minha irmã que ta querendo me encrencar_ eu disse meio nervosa_ tenho que ir embora.
_Ta, tudo bem_ ele concordou facilmente_ eu também tenho que ir.
_Eu vou me trocar e agente vai.
_Te espero aqui_ ele forçou um sorriso.

Eu peguei minhas roupas e entrei. Respirei fundo algumas vezes pra me acalmar, me sequei e me vesti. Quando voltei pro lado de fora ele já estava transformado, me esperando. Sem demorar eu comecei a correr e ele veio atrás de mim. Depois de nos despedirmos cada um foi para um lado.

Capítulo 17 – Suspeito


Quando cheguei em casa tive que dar uma enrolada no meu pai, ele estava um pouco desconfiado graças às ladainhas da minha querida irmã, mais no final deu tudo certo. O dia seguinte foi chato como os outros, era tão ruim ter que ficar longe dele, mesmo que por um único dia. Mais ao cair da noite, meu querido pai arrumou um pouco de diversão pra nós. Chamou a mim, a Selena, a Taylor e a Ashley pra ir ao seu escritório.

_O que foi pai?_ perguntei curiosa.
_Eu tenho um trabalho pra vocês_ ele disse sorrindo.
_Pra nós quatro?_ a Taylor perguntou meio cética, ele não costumava fazer isso.
_Exato, é um caso especial.
_E o que temos que fazer?_ Ashley perguntou ansiosa.
_O nosso cliente, Bryan Adams quer fazer um investimento, na verdade ele precisa de um empréstimo.
_E o que nós temos com isso?_ a Selena perguntou sem entender.
_Mas, o nosso cara não quer investir, ele esta receoso. É um negocio complicado.
_Que negocio é esse?
_Ele tem um clube de strip, sabe como é... Mulheres dançando, tirando a roupa... Ele quer aumentar o espaço.
_E agente vai ajudar esse pateta como?_ perguntei.
_Vocês vão ajudá-lo a persuadir nosso investidor, vão se passar por dançarinas dele.
_Nosso nível ta caindo em?_ a Taylor reclamou.
_Vamos meninas, vai ser divertido_ ele encorajou.
_Ta bem_ nós quatro dissemos em coro.
_Ótimo_ ele disse feliz_ aqui esta o endereço aonde vocês vão encontrá-lo_ Eu peguei o papel.
_Eu conheço esse lugar_ falei.
_Você já fez um trabalhinho lá pra mim_ ele me lembrou.
_Claro.
_Filha, não esquece do óculos_ ele pediu.
_Vai acabar com meu look_ reclamei.

Nós fomos até o quarto da Selena nos arrumar. A Taylor colocou um vestido vermelho, colado e curto e uma sandália de salto na mesma cor. A Ashley também colocou um vestido curto, só que preto e soltinho com um decote bem chamativo. A Selena vestiu um shortinho jeans e uma blusinha bem decotada junto com uma bota preta. Eu coloquei uma mini saia preta, uma blusa tomara que caia vermelha e um salto alto preto, sem esquecer a droga dos óculos. Caprichamos na maquiagem e fomos ao encontro do tal Bryan.

_Então, entenderam tudo?_ Bryan perguntou.
_Claro que sim, só me responde uma pergunta_ eu pedi.
_O que é?
_Porque precisa de vampiros pra esse trabalho? Não era mais fácil trabalhar com dançarinas de verdade?
_Não, ela são burras e pouco profissionais. Só servem pra fazer sexo.
_Você é um idiota_ a Ashley disse.
_Eu sei disso, vamos nessa.

Um cara recebeu agente na porta do clube e disse que o tal Mark estava nos esperando. Ele levou agente até o escritório do cara sem tirar os olhos das nossas pernas, foi desagradável.

_Por favor, entrem_ ele fez um gesto em direção ao sofá.

Bryan sentou no meio, eu sentei de um lado e a Selena do outro.
_Não tem mais lugar, podemos sentar com você?_ a Taylor pediu com um sedutor sorriso no rosto.
_Claro_ Mark abriu um sorriso malicioso e elas sentaram ao seu lado.
_Então, podemos tratar dos negócios?_ Bryan perguntou sem perder tempo.
_Eu já falei que essa proposta vai me custar caro_ ele respondeu.
_Vai ser um bom investimento_ eu disse_ nós lucramos muito sabia?
_Imagino_ ele sorriu_ porque não tira os óculos.
Ele tinha que perguntar né?_Está te incomodando?
_Eu quero ver a cor dos seus olhos princesa.
Eu sorri e tirei os óculos, ele ficou boquiaberto.
_Os clientes acham sexy_ Bryan falou.
_Realmente é muito sexy_ ele concordou.
_Então Mark, esse negocio é muito importante pra nós_ a Taylor disse enquanto passava a mão pelo braço musculoso dele e cruzava sedutoramente as pernas.
_Eu... Eu sei_ ele gaguejou enquanto observava seu decote.
_Você não vai se arrepender se topar_ a Selena piscou pra ele.
_Eu não tenho certeza_ ele insistiu.
_Qual é Mark? Você sabe que vai lucrar mais do que com esse barzinho_ Bryan zombou.
_Vocês são duros na queda em?
_Você não faz idéia meu amor_ a Ashley sorriu passando as mãos pela perna dele.

Depois disso não foi muito difícil convencê-lo, e ele aceitou a proposta facilmente. Então depois que a Ashley deu o numero de telefone pra ele nós fomos embora. Estávamos andando pela cidade quando vi algo que me chamou atenção.

_Foi tão fácil, os homens de hoje em dia são muito previsíveis_ a Selena revirou os olhos.
_Eu disse que nosso nível tava caindo_ a Taylor falou.
Nós caímos na gargalhada lembrando da cara do Mark.
_Ridículo_ falei.

Foi quando vi uma sombra, um vulto passando por nós como um fantasma. 

_Vocês viram isso?_ perguntei.
_Pareceu um...
_Vampiro_ A Selena completou.
_Deve ser só impressão, vamos pra casa logo, Marcus ta esperando agente_ a Ashley lembrou.

Então nós fomos pra casa.

Narrado pelo Joe

_Eu não entendo, o que deu no papai? Ele nunca mandou agente fazer a ronda juntos.
_Não estressa Joe, ele quis assim, porque reclamar?_ Kevin perguntou, sorrindo como sempre.
_Eu sei, mas é que é estranho e...
_Joe, relaxa, pensa que amanha você vai ver a Demi e vai ta tudo beleza. 
_É mesmo_ sorri.
_E nem é tão ruim, nós só temos que dar um role pela cidade. Vai ser divertido.
_Tem razão, desculpa meu mau humor.
_Beleza.

Nós demos à volta na cidade, quando uma sombra passou por nós correndo.

_Viu isso?_ perguntei?
_Vi, foi naquela direção_ ele apontou.
_Tem cheiro de sanguessuga_ eu falei.
_Vamos atrás_ ele me empurrou.

Nós fomos correndo atrás da sombra, seguindo o cheiro. Quando viramos em uma esquina e ele estava lá, por cima de uma mulher. Seus olhos cor de sangue me encararam cheios de ódio e ele rugiu pra mim, antes que ele fugisse me transformei, sem me importar com as roupas. Ele correu e eu fui atrás, o Kevin veio logo em seguida. Corri atrás dele pelos becos da cidade quando ele sumiu do mesmo jeito que apareceu... Como um fantasma. Eu voltei a minha forma humana e o Kevin apareceu no beco.

_Cadê ele?_ perguntou.
_Perdi de vista_ falei.
_Aquele filho da mãe corria rápido_ ele reclamou.
_Teria sido mais fácil se você tivesse se transformado.
_Você fez o trabalho sujo por mim_ ele sorriu.
_Que bom que ajudei, agora liga pro papai e manda ele vir pra cá.
_Ligar como? É difícil levar a roupa muito menos um celular.
_Então arruma um telefone droga, manda ele vir o mais rápido possível e trazer uma roupa pra mim.
_Porque, ta com frio?_ ele zombou.
_Anda logo Kevin_ eu gritei.
_Beleza, não estressa.

Ele foi atrás de um telefone e em pouco tempo voltou. Meu pai apareceu logo depois e não ficou nada feliz ao ver o corpo da mulher no chão, morta, sem vida.

_Toma_ ele jogou a calça na minha cara.
_Valeu_ eu disse enquanto vestia.
_O que foi que houve?_ ele olhou para o corpo da mulher.
_Agente tava fazendo a ronda, vimos o sanguessuga passar, fomos atrás e... Da pra imaginar o resto.
_Ah, o Marcus vai ter que me ouvir_ ele disse zangado.
_Eu não acho que seja um dos homens do Marcus.
_Por que não?
_Ele era diferente, os olhos eram vermelhos e...
_Isso acontece quando eles bebem sangue humano.
_Mas os da Demi não ficaram assim quando ela matou aquele cara no beco_ lembrei.
_Você ta cansado de saber que ela é diferente dos outros_ ele rebateu.
_Ta, mais ele era só uma criança_ disse.
_Criança?
_Devia ter treze ou quatorze anos.
_Tem certeza?_ ele perguntou.
_Tenho pai, eu também vi_ Kevin falou.
_Que vampiro teria coragem de fazer isso com uma criança?_ perguntei com raiva.
_A menos que ele não seja um transformado_ ele falou pra si mesmo.
_Como é?
_Tenho que fazer uma visita ao Marcus_ ele ignorou minha pergunta.
_Quer que agente vá junto?
_Não, vocês ficam, eu vou mandar mais gente pra ajudar vocês a limpar isso, ninguém pode ver esse corpo entenderam?
_Sim senhor_ dissemos em coro.
_Quando acabar dêem outra volta por ai e vejam se encontram algo suspeito.
_Ta bem_ concordamos.

Ele saiu correndo e nos deixou pra cuidar de tudo.

Capítulo 18 – Impulso


Acordei cedo e fui me encontrar com o Joe na casa secreta, eu e a Sel costumávamos chamá-la assim. Ele já estava lá, me esperando, sentado na cama.

_Bom dia_ ele disse com seu sorriso encantador.
_Bom dia_ falei e me sentei ao seu lado, lhe dando um rápido selinho_ Seu pai foi lá em casa ontem.
_To sabendo, foi por causa do vampiro que eu e o Kevin vimos.
_Ele estava bem preocupado.
_Ele disse algo que não entendi.
_O que?
_Que não sabia se o vampiro era ou não um transformado. Existe outra opção?
_Bom é que ele pode ser um transformado ou aquilo que chamamos de vampiro puro.
_Vampiro puro?_ ele perguntou confuso.
_Um transformado é aquele que é mordido por um vampiro. Um vampiro puro é aquele que já nasce assim, sendo um vampiro... Como eu.
_Nascer assim?
_É, como um humano nasce, gravidez e tudo. Só que na versão vampira_ expliquei sorrindo.
_Você já nasceu assim?
_É, os vampiros transformados, quando são mordidos param de mudar, de envelhecer. Os vampiros puros nascem como uma criança só que vampira e crescem até determinada idade, como no meu caso dezoito anos.
_Você tem dezoito anos?
_Tecnicamente sim.
_Eu não sabia que vampiros podiam ter filhos_ ele fez uma careta de confusão.
_Só os vampiros puros podem. Você nunca percebeu a diferença entre mim e a Sel?
_Diferença?
_Meu coração bate e o dela não. Eu tenho sangue em minhas veias.
_A Selena é transformada?
_É sim.
_Mas não entendo, se só os vampiros puros podem ter filhos, como você pode ser filha do Marcus e da Daiana? É só de consideração?
_Não, eles são vampiros puros também.
_Mas eles são mais velhos, não tem dezoito anos. Sua mãe até que é jovem, mas seu pai não... Eu não entendo.
_Eles são diferentes, eles envelheceram mais que os outros. Não sei por que, eles são diferentes e eu também sou, nós somos uma família de aberrações no meio de um monte de aberrações. 
_Você não é uma aberração e...
_Esquece ta bom?_ eu me levantei da cama, ficando de frente pra ele.
_Vocês são tão complicados_ ele revirou os olhos.
_Então não tente entender, guarde sua curiosidade.
_É muito difícil_ ele falou e se levantou pra ficar a minha frente.
_A curiosidade matou o gato.
_Eu não sou um gato, sou um cachorro, um lobo melhor dizendo_ ele colocou as mãos em minha cintura me puxando pra mais perto.
_Você é um gato sim_ sorri maliciosamente.
_Você acha?_ ele chegou seu rosto mais perto do meu.
_Acho sim.

Ele se inclinou pra beijar meu pescoço, e minhas mãos apertavam seus braços nus.

_Você me deixa louco sabia disso?_ ele sussurrou entre beijos.
_Sabia_ brinquei_ você também me enlouquece.

Ele riu baixinho e encostou seus lábios nos meus delicadamente. Nossas bocas se abriram dando inicio a um beijo intenso, cheio de desejo. Suas mãos deslizaram pelo meu corpo me deixando arrepiada, eu levei minhas mãos até sua nuca, acariciando, o puxando pra mais perto. Ele apertou minha cintura com força, e alisou minhas costas, por debaixo da blusa. Ele me virou na direção da cama sem parar de me beijar e foi andando devagar na direção dela. Eu me afastei instintivamente vendo onde aquilo ia dar.

_Para_ eu tirei suas mãos de mim.
_Que foi?_ ele pareceu meio confuso.
_Eu não posso_ falei ofegante.
_Por quê? Você não quer?_ ele pareceu decepcionado.
_Quero, quero muito, você nem faz idéia_ disse nervosa.
_Então qual o problema?_ ele se aproximou pra beijar meu pescoço de novo, eu revirei os olhos e quase me desconcentrei.

Eu me movimentei rápido, indo parar do outro lado do quarto, o mais distante possível dele. Ele me encarou confuso, sua respiração estava ofegante como a minha.

_Você não faz idéia de como dói, sentir o seu cheiro a essa distancia que estou agora.
_Mas você se controla tão bem e...
_Você não entende_ fui de novo pra perto dele, a apenas alguns centímetros_ Quando eu estou assim com você, eu não consigo pensar direito, eu fico confusa e dói tanto, a sede é quase insuportável. Eu vou te machucar.
_Não vai não_ ele me fitou esperançoso, eu podia ver o desejo queimando dentro dele, tanto quanto em mim_ você é forte.
_Não sou não_ sussurrei derrotada_ eu sou um monstro.
_Para com isso Demi, ta tudo bem, você pode...
_Não eu não posso, por favor, não insiste_ eu me exaltei.

Ele me fitou sério por um momento que pareceu não ter fim. Eu não queria que ele ficasse com raiva mais eu não ia arriscar a vida dele daquele jeito, mesmo ele não sendo tão frágil. 

_É melhor irmos embora_ ele disse finalmente.
Eu me segurei pra não chorar na frente dele, porque ele não entendia? Porque tinha que ser assim?
_Meu pai já esta desconfiado do porque eu saio tanto_ ele disse quando eu não respondi, eu podia sentir o seu esforço pra ser gentil.
_É melhor mesmo_ eu disse, meu tom de voz saiu cortante, mais do que pretendia.

Eu não estava com ânimo pra correr, e fui andando na direção da selva, ele esperou um minuto antes de me seguir, sem se transformar, nós andamos em silencio. Eu não consegui me segurar e senti as lágrimas traiçoeiras descerem pelo meu rosto, levantei a mão pra limpar e senti sua mão segurar meu braço.

_Você ta chorando?_ ele parecia culpado.
_Não_ menti, mais minha voz quase inaudível me entregou.
_Desculpa_ ele me abraçou_ eu não queria ser grosso, nem te magoar é que é tão difícil.
_Eu sinto muito, eu queria ser diferente, não queria ser esse monstro_ disse em meio às lágrimas.
_Você não é nada disso, eu que sou um idiota_ sua voz estava agoniada.

Eu me afastei pra olhar seu rosto, ia dizer alguma coisa quando senti algo estranho, uma presença.

_Não estamos sozinhos_ falei.
_Como é?_ ele perguntou confuso.
_Tem alguém aqui_ sussurrei.

Nós nos viramos pra olhar ao mesmo tempo, então ele saiu correndo da floresta e parou quando nos viu. Aparentava ter a idade do Joe, moreno, seus cabelos e olhos eram negros. Era um lobisomem, nos encarou com raiva, parecia descontrolado.

_Sanguessuga_ ele falou com sua voz grossa, me encarando com ódio.

Ele se transformou diante de nossos olhos, e rugiu. Ele pulou na minha direção e antes que eu pudesse pensar em fazer alguma coisa o Joe já havia se transformado e se jogado na minha frente pra me proteger. Ouvi seu grunhido de dor quando o lobisomem o acertou. Meu coração disparou com a adrenalina, os dois começaram a lutar, derrubando umas árvores junto. O lobisomem descontrolado ameaçou vir pra cima de mim novamente e o Joe o acertou. O lobisomem correu e o Joe foi atrás, desaparecendo pelo meio das arvores. Desesperada. Com medo que ele se machucasse e sem saber o que fazer corri até em casa e entrei feito louca no escritório do meu pai.

_Pai por favor_ disse desesperada.
_O que houve Demi?_ ele perguntou preocupado, se levantando e vindo em minha direção.
_O Joe, ele precisa de ajuda.
_Quem? 
_Eu estava na floresta conversando com ele quando um lobisomem descontrolado apareceu do nada e atacou, os dois saíram lutando e... Ele vai se machucar e...
_Calma Demi_ ele pediu_ nós não temos nada haver com esse lobisomem.
_Ele fez pra me salvar, o lobisomem ia me matar e ele se jogou na frente pra me proteger_ disse.
_O que você tava fazendo na selva com ele?
_Agente se encontrou por acaso_ menti rapidamente_ o senhor precisa fazer alguma coisa.
_Por que você se importa tanto?_ ele perguntou desconfiado.
_Eu fiz o maior esforço que pude pra não matá-lo, eu não quero que ele morra por minha culpa e arrume mais problemas. Lobisomem ou não ele tava tentando me proteger_ insisti.
Ele viu a agonia nos meus olhos_ Ta bem, vem comigo.

Sem dar avisos a mais ninguém, nós dois corremos pela floresta e em poucos minutos chegamos à casa dos lobisomens, Paul se surpreendeu ao nos ver.

_Marcus?_ ele nos olhou surpreso_ o que foi?
_É o seu filho_ eu disse_ nós estávamos na floresta quando um lobisomem louco apareceu e nos atacou, o Joe e ele começaram a lutar e eu não sei mais o que aconteceu.
_Um lobisomem?
_É, ele me atacou e o Joe se enfiou na minha frente pra ajudar.
_O que vocês tavam fazendo na floresta?
_Agente se esbarrou por acaso_ falei impaciente.
_Droga, e pra onde eles foram?
_Não sei. Ele saiu correndo atrás do lobisomem e eu não o vi mais.
_Ta bem, eu vou... Marcus vem comigo, por favor?_ ele pediu.
_Ta bem_ meu pai concordou e eles saíram correndo.

O Kevin se aproximou de mim junto com a Dani.

_Demi, calma vai ficar tudo bem_ ele tentou me acalmar.
_Se acontecer alguma coisa com ele eu...
_Não vai_ a Dani me interrompeu_ o Joe é forte, calma.

Nós esperamos impacientes enquanto meu pai e o Paul discutiam algo no escritório. Foi ai que o Joe entrou pelo portão, seu rosto estava cheio de marcas, ele estava sangrando e segurando o braço, sua expressão era de dor. Eu prendi a respiração, o Kevin foi na direção dele e rapidamente o Paul e meu pai apareceram também. Eu fiquei congelada no lugar.

_Joe? Meu Deus você ta bem?_ Paul perguntou.
_To, só acho que desloquei o braço_ ele fez careta e seus olhos pararam no meu rosto assustado.
_O que houve?_ Kevin perguntou.
_Demos de cara com um lobisomem na selva, ele atacou, em um impulso eu me atraquei com ele e começamos a lutar e ele fugiu.
_Sei, a Demi contou, mais o que houve depois?_ Meu pai perguntou.
_Eu corri atrás dele, ele foi na direção da cidade, o segui até um beco e ele estava lá, junto com um vampiro e um cara morto.
_Tinha um vampiro com ele?_ Paul disse incrédulo.
_Tinha, eu lutei com os dois e num momento de distração os desgraçados deslocaram meu ombro e acertaram meu rosto.
_E o que ouve com eles?
_Conseguiram fugir, eu não consegui evitar_ ele falou e fez outra careta de dor.
_Me deixa ajudar.

Meu pai estendeu a mão e o Joe a segurou, ele contou até três e puxou o braço dele com força, o colocando no lugar. Ele deu um grito de dor e eu estremeci ainda paralisada no mesmo lugar.

_Obrigada_ ele disse.
_Que calça é essa?_ Kevin perguntou de repente.
_Por causa do machucado eu não consegui me transformar mais, e não podia ficar andando pelado por ai então peguei do cara morto no beco, ele não ia precisar mais_ falou.
_Ta, vem comigo.

Paul o levou até o escritório e eles junto com meu pai conversaram sobre tudo que houve. Eu esperei no corredor, do lado de fora da sala, o Kevin ficou comigo, tentando me acalmar. Eu podia sentir o cheiro do sangue dele e estava me deixando louca.

_Demi, calma_ ele falou.
_Droga_ fiz careta_ o cheiro.
_Ta tudo bem, calma.

Eu ia entrar na sala quando o Kevin me segurou pelos braços com força.

_Você não quer machucá-lo né? Então calma.
_Tudo bem_ tentei.
_Isso.

Ele me soltou, disfarçando a preocupação quando um lobisomem passou pelo corredor. Alguns minutos depois eu estava melhor, eles saíram da sala.

_Obrigada por vir Marcus, Demi_ Paul agradeceu.
_Não tem de que_ meu pai disse_ seu filho salvou minha filha.
_Aposto que ela teria cuidado disso melhor do que eu_ Joe riu.
_Obrigada mesmo assim. Vamos filha?
_Me da um minuto?_ pedi.

Todos olharam meio desconfiados mais assentiram, e me deixaram sozinha no corredor com ele.

_As marcas sumiram_ falei de seu rosto, ergui a mão pra tocá-lo mais me controlei.
_Eu me curo rápido_ ele sorriu.
_E o braço?_ perguntei.
_Daqui a pouco passa.
_Vamos nos ver amanha?
_Não esta no nosso itinerário_ ele brincou_ e meu pai não vai me deixar sair de casa amanha por nada no mundo. 
_Entendo_ falei triste.
_Pode ser depois de amanha?_ ele perguntou quando viu minha expressão triste.
_Claro.
_Vou esperar ansioso_ ele sorriu levemente.
_Obrigada_ falei baixinho.
_Eu não ia deixar aquele idiota encostar um dedo em você_ ele falou e segurou minha mão.
_Você podia ter morrido_ falei.
_Eu morreria por você com muito prazer_ ele falou.

Ele se inclinou pra me beijar, mas eu me afastei quando percebi que tinha alguém vindo, ele soltou minha mão. Eu não precisei olhar pra trás pra saber que a tal Vanessa estava nos olhando.

_Obrigada_ falei de novo e dei as costas pra ele, indo embora.
_De nada_ eu o ouvi dizer baixinho.

Minha vontade era ignorar aquela lambisgóia no fim do corredor e correr pra abraçá-lo, beijá-lo, mais eu não podia, ia causar muita dor de cabeça. Quando virei no corredor, parei, ela tinha chegado nele, queria ouvir o que ela diria, entrei em sua mente e não gostei muito do que ouvi.

_Você ta bem amor?_ ela perguntou preocupada.
_To, e, por favor, não me chama de amor_ ele reclamou.
_Porque você se arriscou pra salvar aquela sanguessuga? Porque ele não deixou que o lobisomem estraçalhasse aquela carinha perfeita dela?
_Olha isso não te interessa_ ele respondeu grosseiro.
_Não precisa ser grosso. Porque ele defende tanto aquela idiota? Ele deveria se preocupar comigo e não com ela.
_Então não me de motivos pra ser grosso_ ele disse.

Eu continuei a andar quando ouvi o som dos seus passos, me encontrei com meu pai e fomos juntos pra casa.

Continua

Aviso

Voces ja repararam que eu to muito distate do blog mas é por muitos problemas pessoas e com isso nao consigo vir aqui e postar nada pra voces ..
Entao resolvi vir aqui dizer que irei dar um tempo no blog de novo , nao sei quando irei voltar talvez quando todos esses meus problemas se resolverem eu volto a postar porqe a minha vida nao esta sendo nada legal ..
me desculpe abandonar o blog novamente mas é preciso ..
Beijos amores

Capítulo 15 – Amigos

Voltei mores hahaha :)

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Quando abri os olhos à primeira coisa que vi foi o Kevin me encarando. Eu não agüentava mais os interrogatórios dele, teria que dar um jeito nisso e seria agora.

_O que você quer em Kevin? Não tem mais o que fazer não?
_De hoje não passa_ ele fechou a porta e virou a chave tirando da fechadura.
_Você enlouqueceu?
_Me conta o que ta acontecendo_ ele ordenou sério, não estava pra brincadeira.
_Você quer mesmo saber?_ perguntei meio irritado por sua insistência.
_Quero sim_ ele disse igualmente irritado.
_Então ta_ as palavras saíram todas de uma vez_ Eu estou apaixonado pela Demi, aquela vampira que queria me matar ouro dia lembra?
_Como é?
_Isso mesmo, esses dias em que eu sai, fui me encontrar com ela. Era por causa dela que eu estava triste e por causa dela que agora estou feliz, satisfeito?

Sua expressão vazia me deixou preocupado, será que eu fiz mal em contar a verdade?

_Kevin?

Ele me encarou por mais uns segundos sem dizer nada então sorriu. Eu não entendi.

_Bom, ela é a maior gata_ ele ergueu os ombros.
_Como é? Você não vai gritar, me xingar, dizer que sou louco?
_Não.
_Não vai contar pro papai?
_Porque eu faria isso?_ ele disse como se minha especulação fosse um absurdo.
_Como por quê? Ela é uma vampira e...
_Joe, eu não sou o meu pai_ ele afirmou_ se você ta feliz então... Que seja.
_Só pode ser brincadeira.
_Eu vi o que aconteceu com você desde que você a conheceu, eu sabia que tinha alguma coisa ai. 
_Eu achei que você fosse surtar_ confessei.
_Você é meu irmão, só o que quero é te ver feliz.

Eu não agüentei, levantei da cama num salto e corri pra abraçá-lo, ele me abraçou de volta sorrindo, então me empurrou.

_Chega né? Sem melação, isso não é coisa de macho.
_Eu te amo_ soltei.
_Credo_ ele fez careta.

Então nós dois ficamos lá rindo atoa.

Narrado pela Demi

Os dias que eu tinha que ficar em casa não eram tão interessantes. Estava sentada no quintal, olhando pro nada, quando a Sel e o Nick apareceram.

_Esta ocupada demais ou ainda tem tempo pros amigos?_ O Nick perguntou, sentando ao meu lado.
_Claro que tenho, hoje é meu dia de folga esqueceu?_ brinquei.
_Então topa sair com agente?_ A Selena ofereceu animada.
_Claro, como nos velhos tempos.
_Ótimo, vamos nessa_ ela segurou uma das minha mãos e o Nick segurou a outra e eles foram me puxando pra fora dali.
_Que pressa, eu sei andar sozinha_ reclamei.
_É pra que você não fuja_ ele brincou.
Eu revirei os olhos.

Nós corremos até o lago, onde fomos à última vez que saímos juntos. Estávamos conversando quando a Selena de repente fez uma careta.

_Que foi amor?_ Nick perguntou.
_Cheiro de cachorro_ ela falou.

Nós três levantamos na hora e então vimos da onde era o cheiro. O Joe estava com o irmão dele o Kevin, vindo na nossa direção. Eles pararam na nossa frente e nenhum de nós sabia o que dizer.

_Oi_ o Joe disse quebrando o silencio.
_Oi_ nós três dissemos em coro.
Nos olhamos mais um tempo_ Ele já sabe de tudo_ falou se referindo ao Kevin.
_Ele me contou tudo_ disse.
_E...
_Não vou contar pra ninguém_ ele sorriu_ adoro um segredinho.

Todos nós rimos juntos, o Joe tinha razão, o Kevin era mesmo imprevisível. 

_Bom, parece que estamos todos em família então?_a Selena disse.
_Uma família muito estranha, mais... É_ ele concordou.
_Ótimo, então, tão a fim de dar uma volta?_ o Nick perguntou.
_Claro_ ele concordou rapidamente.

Ele e o Nick começaram a andar juntos, como se fossem amigos há anos. 

_Ai, qual a marca desse tênis? É irado_ o Kevin perguntou ao Nick.
O Joe e a Sel se entreolharam e riram_ Homens_ ela falou e foi atrás deles.
_O que foi isso?_ perguntei meio atordoada.
_Eu disse que o Kevin era imprevisível_ ele sorriu e se aproximou pra me dar um selinho.
_Eu não duvido de mais nada depois dessa.

Nós rimos e seguimos eles pela selva. Nós passamos o resto da tarde juntos, como velhos amigos. O Nick, o Kevin e o Joe passaram horas conversando, falando besteira e nós rimos muito. Era como se as diferenças e preconceitos não existissem. 

_A Dani ia adorar saber disso_ o Kevin falou.
_Você não vai contar a ela_ o Joe ordenou_ ela não iria entender.
_Você não sabe disso_ ele fez careta_ eu entendi e eles também, porque ela não?
_Porque não_ ele insistiu.
_Ta, eu não conto, seu chato.

Mas ele não cumpriu a promessa, ele contou a namorada Dani o que estava acontecendo e ao contrario do que o Joe pensou ela adorou toda a historia e passou a fazer parte do segredo. Agora ao invés de dois éramos seis, dividindo um segredo, compartilhando bons momentos. Era um dia em casa, outro com o Joe e mais um com todos juntos. Era mais fácil assim, sem precisar esconder de todo mundo. A única coisa ruim da historia era a sede, que ainda me incomodava quando estava com ele, mais cada dia ia ficando mais fácil, eu esperava um dia poder superar.

_Caraca isso é muito irado_ o Kevin falou sorrindo enquanto olhava a pedra que eu fazia flutuar.
_Se controla Kevin_ a Dani revirou os olhos.
_Você num ta vendo isso? É muito maneiro, eu queria poder fazer essas coisas.
_Eu também, mais fazer o que, quem pode, pode_ a Selena disse.
_Adorei o seu esmalte_ a Dani disse pra mim, eu me desconcentrei e a pedra caiu de volta na água, espirrando água em tudo.
_Droga, tava tão legal_ o Kevin fez biquinho.
_Se controla amor.
_Foi a Sel que pintou, ela tem muito talento_ eu disse.
_Não, é falta do que fazer mesmo_ ela disse_ Ser uma vampira é muito chato.
_Ser um lobisomem também não é um mar de rosas, principalmente pra mulheres.
_Do que você ta reclamando?_ o Joe perguntou_ você é mais forte e rápida que qualquer mulher no planeta.
_Você nunca entenderia, e acha mesmo que eu ligo pra essas coisas? Por favor né cunhadinho.
_Ele não entende do universo feminino_ o Nick brincou.
_Menos mal, imagina se entendesse? Ia ser muito estranho_ o Kevin riu.
_Homens_ nós três dissemos em coro.

Devil May Cry = Capítulos


Chaper One

O rapaz meio humano e meio demônio, corria pelas vielas de Fortuna apressado e ansioso, pode ouvir os sinos da igreja tocando, indicando o seu atraso e parou por um instante observando os obstáculos em seu caminho, criaturas das trevas que insistiam em persegui-lo e pareciam conspirar para que ele não chegasse a seu destino a tempo. Com um breve sorriso ele voltou a se mover, correndo em direção as criaturas com novo vigor e vontade, nada lhe impediria de chegar àquela igreja. 
Enquanto isso, dentro da Igreja posicionada no meio do palco, a jovem de corpo esguio cantava um belo hino, com sua voz doce e suave, tão agradável quanto o canto dos pássaros. Ansiosa, seus olhos vagavam vez ou outra para um dos bancos onde ele deveria estar, mas se encontrava completamente vazio. Ele não podia faltar, pensava ela, era uma apresentação importante e ele prometera que estaria ali pra vê-la. Mal imaginava ela, onde ele se encontrava agora.

Mesmo com o braço direito enfaixado e inutilizável ele era rápido, ágil e forte como nenhum humano jamais seria, e desenvolvera uma habilidade invejável com o braço esquerdo, portanto destruir as criaturas em seu caminho não era um problema. Embora fossem muitos, seus golpes eram certeiros e fatais e em questão de minutos, os corpos sem vida das criaturas se desfaziam como fumaça no ar. Sem deixar nenhum vestígio do que ocorrera ali, ele então seguiu seu caminho, correndo pra cumprir sua promessa.
Ao finalizar o hino, a jovem recebeu uma grande salva de palmas por sua maravilhosa apresentação, mas apenas a opinião de uma pessoa realmente lhe importava e seu coração se encheu de alegria quando olhou novamente pra um dos bancos e o viu sentado de seu jeito largado lá. Apesar de estar um pouco cansado pela corrida, não pôde evitar sorrir quando seus olhos se encontraram com os dela, e ela retribuiu o gesto um pouco envergonhada. A garota agradeceu a platéia com uma pequena reverencia e logo em seguida se retirou discretamente pelo canto da igreja.

Enquanto esperava que ela - o único motivo pelo qual estava ali - voltasse, ele foi obrigado a ouvir o sermão do Papa, mas ele não sentia-se confortável ali, não se encaixava, tanto por seu comportamento quanto por sua aparência e suas vestimentas, ele era um guerreiro, não um homem de fé, e se incomodava com a forma como Creedo, em pé logo atrás do Papa, o encarava, bem como um homem sentado ao seu lado. 
— 2.000 anos atrás o cavaleiro Negro Sparda, enfrentou seus irmãos demônios e brandiu sua espada para o bem da humanidade — disse o Papa, sua voz ecoando pela igreja. — Apesar de seus corajosos esforços em nossos nomes, temo que alguns tenham esquecido esse grande sacrifício. No caso de se repetirem os acontecimentos que motivaram a fusão do mundo humano e o demoníaco, nós, humanos fracos, teríamos que assumir nossa fragilidade e aceitar nossa rendição. 
Ele tentava insistentemente se concentrar na música que soava de seu fone de ouvido e não naquelas palavras quando ela finalmente apareceu, com seu longo vestido branco e os cabelos loiros presos num rabo de cavalo. Ele pressionou o fone de ouvido com um pouco mais de força contra a orelha, fingindo não dar importância a sua presença, a verdade é que gostava dela embora não soubesse bem como demonstrar, lutar contra demônios lhe parecia bem mais fácil do que dizer a ela como se sentia.

Ela baixou os olhos para o espaço vazio no banco ao lado dele e viu que havia uma pequena caixa de presente azul com um laço, cuidadosamente pousada ali, ele espiou pelo canto dos olhos enquanto ela a pegava e a segurava contra o peito com um leve sorriso antes de se sentar ao lado dele no banco. 
— E rezar para que, no caso do caos e a escuridão voltarem, nosso misericordioso Salvador nos proteja dessa tempestade — continuou o Papa — Vamos rezar!
Todos na igreja juntaram as mãos, abaixaram a cabeça e começaram a rezar. Olhando em volta e sentindo-se incomodado ele retirou o fone do ouvido e se levantou pronto pra ir embora. 
— Joe — Demi chamou baixo o observando um pouco confusa — o que há de errado?
— Quero sair daqui — ele respondeu.
— Mas não acabou ainda... 
— Todo esse sermão está me fazendo dormir — respondeu mal humorado voltando a caminhar em direção a saída.

Demi se levantou também, indo atrás dele e ficou confusa quando ele parou no meio do caminho. Parada logo atrás dele, ela não pode ver que ele observava o braço enfaixado, que começava a brilhar levemente com uma luz azulada, perceptível atrás da luva de couro e da tipóia que o sustentava. Era um mau sinal, ele sabia. Aquilo sempre acontecia quando havia perigo por perto, como uma espécie de aviso sempre que algo ruim estava prestes a acontecer. Instintivamente ele olhou pra cima e Demi fez o mesmo, um segundo antes de ouvirem um barulho alto e algo quebrar a vidraça no teto da igreja. Despencando do céu, vindo do nada, um homem pousou sem nenhum arranhão sobre o altar onde o Papa estava, e sem nenhuma palavra, puxou sua pistola num movimento rápido, lançando um sorriso de escárnio ao velho assustado a sua frente, disparando um tiro, acertando em cheio a testa do Papa que, ao ser atingido caiu para trás, já sem vida. Houve um momento de silencio e choque, enquanto todos observavam assustados o homem se erguer e se virar pra encarar todos ali presentes, o rosto pálido manchado de sangue, então o pânico se instaurou.

— Sua Santidade! — Creedo gritou. Os cavaleiros presentes, desembainharam suas espadas, observando o assassino se erguer sem se abalar com o caos atrás de si. Todos saíram de seus lugares, correndo desesperados em direção à saída, gritando assustados, loucos pra salvar suas vidas, tropeçando uns nos outros no processo e causando um tumulto cada vez maior. Joe, ainda com Demi atrás de si, completamente assustada observou por um momento o causador da confusão, com seu sobretudo vermelho, olhos ferozes e uma enorme espada com uma caveira entalhada, enfeitando o cabo. 
Os soldados da Ordem logo o cercaram, e então um combate sangrento se iniciou. O homem saltou antes que qualquer um deles pudesse reagir, acertando um chute tão forte em um dos homens que o fez atravessar o salão voando e se chocar contra os bancos. Um segundo soldado investiu contra ele, que aparou o golpe facilmente com sua estranha espada e defendeu-se de um terceiro soldado que tentava lhe pegar desprevenido com um golpe pelas costas, mas ele novamente se esquivou e chutou o homem com força pra longe, se chocando contra outro de seus colegas e despencando no chão desacordado. Outro soldado foi derrubado no chão, o homem pisou em seu peito antes de enterrar a espada, sem dó, em seu corpo.

Joe finalmente se moveu, segurou a mão de Demi com força na sua e a puxou as pressas na direção da saída, o movimento brusco e inesperado a fez soltar a caixinha de presente que ganhara de Joe e ela observou enquanto corria aos tropeços ela cair no chão e ser pisoteada por uma das pessoas que fugia. Ela hesitou por um momento, mas Joe a pôs a sua frente e a empurrou em direção à saída. 
Creedo correu até o corpo do Papa, que jazia inerte no chão frio e se abaixou ao seu lado.
— Não... — murmurou, encarando o corpo com desespero. 
Enquanto isso, a batalha continuava: mais soldados apareciam para tentar parar aquele homem, mas um por um eram derrubados de forma rápida e horrenda, como quando ele enterrou sua espada na barriga de um deles, fazendo-a atravessar seu corpo sem resistência e ainda com o homem pendurado em sua espada a utilizou pra acertar os outros que o cercavam, até jogá-lo pro alto com tanta força que acertou uma coluna perto do teto da igreja, fazendo-a se quebrar e pedaços de concreto despencarem no chão, fazendo o piso do mesmo se rachar. Até que enfim não havia sobrado mais nenhum soldado, somente Creedo permanecera, apoiando o corpo de Sua Santidade em seu colo sem acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo.
Antes de conseguir alcançar a saída, Demi que ainda corria olhou pra trás e viu o assassino se aproximar sorrateiramente de seu irmão mais velho Creedo, que estava distraído. Ela parou, soltando a mão de Joe antes que ele pudesse impedir e correndo na direção do irmão numa tentativa inútil de ajudá-lo.
— Creedo! — ela gritou.
— Demi! — Joe gritou, tentando impedi-la. 
O último soldado, ainda vivo, fez uma ultima e inútil tentativa de ferir o assassino, atacou-o com toda sua vontade, mas seu golpe foi facilmente defendido e o impacto das duas espadas empurrou o homem pra longe, fazendo com que o corpo dele batesse com força contra Demi que corria em direção ao irmão e ela caísse atordoada no chão. O assassino se aproximou dela lentamente, a observando com seus olhos cruéis enquanto ela tremia de medo.
Tomado por uma nova fúria e seu instinto protetor ao ver Demi em perigo, com um grito de raiva Joe correu em direção ao assassino, impulsionando o corpo no ar e acertando um poderoso chute em seu rosto que fez o mesmo atravessar o grande salão voando, dando um mortal ainda no ar, Joe aterrissou no chão de joelhos e sem perda de tempo puxou sua arma, disparando dois tiros. O assassino, que ainda atravessava a sala como um raio rebateu as balas com sua espada, pousando logo em seguida, sem nenhum arranhão, sobre a cabeça da enorme estátua de Sparda no fundo da igreja. 
Ainda tomado pela fúria, Joe deu um poderoso salto, alcançando facilmente a altura onde o assassino se encontrava - coisa que nenhum humano jamais poderia fazer - que já puxava sua espada pra tentar acertá-lo, mas antes que pudesse fazê-lo, Joe deu um chute com toda sua força no cabo, enterrando a mesma na cabeça da estátua, então os dois caíram juntos, até estarem em pé sobre os braços da figura, apontando suas armas um pro outro de forma desafiadora.
— Joe! — Demi gritou assustada observando os dois enquanto se levantava do chão, ela deu alguns passos em sua direção, mas Creedo se pôs em seu caminho, a impedindo de se aproximar.
— Demi, vá com seu irmão e saia daqui. — ele respondeu sem desviar os olhos do homem à sua frente. 
— Eu voltarei com ajuda — Creedo gritou para Joe. — Mantenha-o ocupado enquanto isso. 
Então arrastou a irmã às pressas para fora da igreja, correndo para buscar ajuda, enquanto alguns soldados carregavam o corpo sem vida do Papa para fora. 
— Eu não vou perder tempo. — Joe murmurou balançando a cabeça de forma que o fone em volta de seu pescoço caísse a metros a baixo, no chão. Sem esperar mais, disparou um tiro na direção do rosto do assassino que apenas se abaixou para desviar e Joe atirou de novo, dessa vez mais embaixo, porém ele se esquivou mais uma vez, dando um salto no ar. Tomando impulso, Joe saltou também antes que ele pudesse alcançar o chão e voando em sua direção prendeu as pernas em sua cintura.
O assassino apontou uma de suas armas para o rosto dele, mas Joe desviou do tiro inclinando o corpo para o lado e imobilizando o braço dele com uma das pernas. O assassino tentou de novo com a mão livre, porém Joe segurou a arma com os dentes e puxou a sua própria, mas o tiro passou direto. Ainda no ar, sem ter tocado o chão, o homem impulsionou o corpo pra baixo, obrigando Joe a soltá-lo, mas antes que pudesse fugir, Joe agarrou-o pelo sobretudo e girou seu corpo no ar, o empurrando contra a estátua, e ele pousou sobre ela como um gato.
Joe pisou sobre o cabo da espada enterrada nela, arrancando-a de forma brusca e despencando até conseguir parar sobre os braços da estátua, o assassino alcançou sua espada ainda no ar e sem perder tempo deferiu um golpe contra Joe que defendeu com a ponta da arma. Mas o impacto o fez cair, rolando pelo pequeno espaço entre o corpo da estátua e a enorme espada de metal que ela segurava até finalmente conseguir se apoiar com as pernas e olhar pra cima em busca do assassino que ainda estava parado sobre a cabeça da estátua. 
Joe disparou mais um tiro, porém o assassino saltou antes que o acertasse, pousando habilmente no cabo da espada gigante. Com as costas apoiadas no corpo da estátua e os pés sobre a espada, Joe esticou o corpo, usando toda sua força e fazendo as mãos da estátua se quebrar e a enorme espada de metal começar a despencar no chão. Joe correu pelo objeto em movimento em direção ao assassino que se encontrava em pé sobre o cabo tranquilamente e tentou acertar novamente um tiro nele, mas o mesmo se esquivou e os dois saltaram para trás, para longe da enorme espada antes que ela atingisse o chão, juntando-se com os escombros da mão da estatua.
Caindo de pé no chão, Joe ergueu novamente sua arma e a apontou para o estranho, naquele momento pôde perceber a semelhança entre eles. Apesar de mais velho, eles tinham o estilo muito parecidos, o rosto, o cabelo longo atingindo o começo da nuca, quase idênticos, se não fosse pelos olhos verdes e as roupas diferentes, poderia se dizer que eles eram pai e filho, ou até irmãos. 
— Você tem uma noção de como se joga — Joe murmurou irritado. — e isso está começando a me irritar. 
Joe disparou o ultimo tiro de sua arma e com um rápido movimento a recarregou, mas quando se virou o assassino não estava mais ali, estava parado bem atrás dele, com a espada apoiada no ombro e não parecia nenhum pouco cansado ou preocupado.
— Parece que isso não vai funcionar — ele comentou guardando a arma e dando um chute na espada de um dos guardas que estava fincada no chão, pegando-a no ar com sua mão livre em um movimento habilidoso e a fincando no chão novamente, girando o cabo como se ela fosse uma moto e estivesse dando “partida”. 
— Para que você carrega uma espada como essa, se você não sabe usá-la? — Joe ralhou. O homem ergueu o queixo em um gesto superior, ignorando sua provocação e calmamente abaixou a espada, deixando a ponta encostar-se no chão, esperando que o garoto atacasse. Com um grunhido irritado, Joe partiu para cima dele. O tilintar das espadas preenchiam a igreja, e a força que cada um deles colocava sobre suas armas eram tão intensas que eles mal conseguiam se manter em pé.
Com mais alguns golpes certeiros, o mais velho desarmou o jovem, investiu a espada sobre Joe novamente que ergueu o braço enfaixado instintivamente pra se proteger, fazendo assim que a ponta da espada o atingisse e com uma explosão de luz e ar, os bancos da igreja voaram para longe e a luva e a tipoia ficaram em farrapos, revelando seu braço demoníaco. 
— Hm, você tem um truque na manga — disse o assassino, observando seu braço. 
— Pensei que o gato tinha comido sua língua. – murmurou Joe, ofegante pela luta intensa, seu braço liberando pequenas cargas de eletricidade, como se tivesse entrando em curto. — Mas se você está procurando por truques... – Joe murmurou raivoso, fechou a mão fazendo com que seu braço brilhasse. — experimente isso! — o empurrou para longe fazendo com que ele parasse do outro lado. Ele derrapou e se levantou calmamente. 
— Parece que você também é um... — murmurou se virando para ele, a tempo de ver uma mão completamente azul - projetada como uma sombra e controlada pelo braço demoníaco de Joe - segurando a espada da estatua e lançando-a em sua direção, acompanhado de seu grito de raiva. O mais velho apenas inclinou á cabeça um pouco para o lado, deixando a espada gigante passar por ele e atingir a parede atrás de si.

— Odeio interromper, mas quero acabar logo com isso antes que a cavalaria chegue. — disse abrindo e fechando a mão direita algumas vezes enquanto se preparava para atacar novamente. Dessa vez apenas lutando com o seu braço amaldiçoado, a luta terminara mais rápida, defendeu mais um golpe do mais velho e a espada dele ficou grudada em seu braço, com um grunhido de raiva, lançou-o para frente, fazendo-o cair em um dos bancos e com o seu peso arrastá-lo para trás, o assassino se equilibrou antes que o banco caísse para trás, fazendo com que ele voltasse para frente ficando na posição certa, fincou a ponta da espada no chão e sorriu de lado para o garoto. Ele cruzou as pernas, relaxado. 
— Então você sabe jogar, uh? — disse e encostou-se ao banco de seu jeito mais folgado. — Certo, acho que tenho algum tempo livre para acabar com você. — apontou para ele com a espada, Joe bufou e olhou para o lado, caminhando até a espada fincada no chão. 
— Garoto durão uh? — murmurou pegando a espada e a apoiando no ombro, a lamina atrás da cabeça. – Bem... — Joe chutou o banco em sua direção e antes que o atingisse, eles saltaram no ar e se golpearam com as espadas, cada um caindo para um lado, o mais velho pousou perfeitamente no chão, enquanto Joe pousou em cima da pilha de bancos, ficando agachado no topo dela, com a espada repousada no ombro.

— Acho que vou ter que descer aí e por você para dormir um par de noites. – disse enquanto o mais velho se virava e caminhava em sua direção lentamente. 
— Se você diz, criança. – provocou. Joe partiu para cima dele, largou a espada no meio do caminho e deixou a fúria o dominar e a direcionou completamente para seu braço, lutando incessantemente contra aquele homem desconhecido, ele se manteve firme desviando de alguns golpes e o atingindo algumas vezes com a espada, Joe derrapou para trás, pegou impulso correndo na direção do adversário e socou sua espada que ele estava usando como escudo, o lançando longe, pegando-o no ar pelo pé e socou seu peito jogando-o no chão fazendo o mesmo se rachar e a espada do assassino voar para alguns metros à frente, fincando no chão. Continuou dando socos e mais socos no rosto do homem, que nem ao menos se machucava, sem que percebesse, o braço dele havia ficado como o seu por alguns instantes, com um grunhindo de ódio o pegou pela gola da camisa e o lançou na estatua, lançando sua espada logo em seguida fazendo-a atravessar o peito do homem, prendendo-o ali. Ofegando pelo esforço, se recompôs, olhando sua “obra”. 
— Nada mal — ofegou novamente, recuperando o fôlego e se preparando para ir embora.
— Pode ser que eu tenha subestimado suas... — Virou-se novamente ao ouvir o homem e o observou se apoiar na estátua e lentamente se impulsionar para frente, se libertando de onde estava preso com a espada ainda atravessada no corpo e parando a sua frente. — habilidades — terminou.
— Você não é humano, certo? — perguntou, ainda o observando. O mais velho ofegou um pouco, dando alguns passos.
— Nós somos os mesmos... Você... — segurou a espada com as duas mãos e lentamente a retirou de seu peito, fazendo uma poça de sangue abaixo de seus pés. — e eles. — terminou apontando para os soldados mortos perto deles. Joe olhou com surpresa para os corpos dos soldados no chão, com olhos laranja e a boca aberta mostrando os dentes pontudos, horrível. — Mas acho que você tem algo diferente dos outros. — disse e quando Joe se virou para olhá-lo ele estava sentado na vidraça quebrada pela qual entrou antes de atirar no Papa. 
— Do que você está falando?
— Você descobrirá em breve, mas antes tenho algumas coisas para resolver — disse se levantando e sumindo.
— Ei! — gritou e logo em seguida atirou para chamar sua atenção. 
— Adios, garoto — reapareceu pra sumir novamente. 
Joe continuou observando a vidraça quebrada, até ouvir os reforços que Creedo mandara se aproximando, então escondeu novamente o braço.

Fim do Capítulo

Chaper Two

Creedo caminhava lentamente pela igreja, observando tudo em volta com atenção. A igreja estava completamente destruída por dentro, vidraças e bancos quebrados espalhados por todos os lados, pedaços de concreto das paredes e do teto, partes do chão haviam afundado e nem mesmo a estátua de Sparda no fundo da igreja havia sobrevivido, estava completamente deformada, parecia simplesmente impossível que apenas dois homens tivessem conseguido fazer tanto estrago em uma luta, aquilo certamente era no mínimo muito estranho, mas ele não fez perguntas, apenas observou.
Joe estava quieto em um canto da igreja quando viu Demi atravessar o salão com dificuldade, usando toda sua força pra arrastar de forma desajeitada uma enorme caixa de metal, certamente pesada. Ele caminhou até ela, pondo a mão gentilmente em seu ombro, o braço direito estava agora escondido sobre a manga do sobretudo pra que ninguém pudesse ver como ele realmente era.
— Isso é para mim? — ele perguntou.
— Creedo pediu — Demi explicou. — Ela anseia pelo seu toque.
—Obrigado — ele agradeceu pegando gentilmente a caixa da mão dela — Esta espada é a melhor companheira de batalha que um espadachim poderia desejar.
Utilizando apenas a mão esquerda ele puxou a enorme caixa e a pousou no chão com facilidade, como se não pesasse absolutamente nada, se abaixou a sua frente, abrindo-a e se concentrou em arrumar a sua nova espada. Demi o observou distraído por um momento, então lembrou-se de uma coisa e olhou em volta, seus olhos procurando pelo cenário de destruição até que encontrou o que queria do outro lado do salão, caminhou calmamente até lá e se ajoelhou.
A caixinha de presente que Joe havia lhe dado mais cedo estava jogada ali, amassada e pisoteada por conta da confusão e ao seu lado havia um lindo colar de ouro, com uma miniatura de anjo de quatro asas com um cristal vermelho no centro. Ela o segurou com todo cuidado, olhando com atenção e sorrindo consigo mesma enquanto o coração disparava no peito.

Joe é um órfão que fora criado por Demi e Creedo e nunca soube quem eram seus verdadeiros pais, e como crescera com ela, fora se apaixonando aos poucos pelo seu jeito doce, o sorriso gentil e beleza delicada, porém nunca soube como falar ou demonstrar isso e optou pela indiferença, escondendo seus verdadeiros sentimentos quase que o tempo todo, afinal ele era um guerreiro, acostumado a batalhas e violência, era difícil ser gentil embora em alguns momentos acontecesse naturalmente, pois a doçura dela era contagiante. Demi não era muito diferente, mas não sabia ao certo o que exatamente sentia por Joe, achava que talvez estivesse confundindo as coisas por ter ajudado a criá-lo, eram praticamente irmãos, era um absurdo ela sentir qualquer coisa a mais, o que Creedo pensaria disso? Porém ela não conseguia impedir que seu coração disparasse toda vez que estava perto dele.
— Castelo Fortuna, então? — ainda ajoelhado no chão Joe apoiou a ponta de sua espada no chão — Foi o que disseram as testemunhas. Esse cara acaba de chegar do inferno, e já está visitando locais turísticos — disse debochadamente girando o cabo da espada como se esta fosse uma moto e estivesse dando partida.
— Você parece estar calmo nesse momento de crise? — Creedo parou de caminhar e se virou pra encará-lo claramente nervoso por conta dos últimos acontecimentos.
Joe se levantou do chão, apoiando sua espada sobre o ombro e olhando pra Creedo em silêncio.
— Você deve capturá-lo — disse seriamente.

— Acredite em mim, eu o irei fazê-lo — Joe garantiu confiante.
Embora estivesse nervoso, Creedo sabia que não havia ninguém melhor que Joe para cumprir aquela tarefa.
— Por favor, tenha cuidado — Demi pediu com preocupação — Você não está completamente recuperado.
Demi não sabia a verdade sobre o braço de Joe e ainda se preocupava que pudesse se machucar tentando lutar com o braço que segundo Joe ainda não havia se recuperado completamente do incidente. Ele não gostava de mentir pra ela, mas não via outra opção se não essa, não estava pronto para contar a verdade, tinha muito medo do que ela iria pensar.
— Não temos tempo e o dever chama — ele se virou para olhá-la e por um segundo sua fachada de garoto durão desapareceu ao ver o cordão no pescoço dela, não pode evitar sorrir, tinha ficado perfeito como ele imaginou.
Demi sorriu e corou envergonhada com o olhar dele, brincando com o pingente do cordão um pouco nervosa. Joe chegou um pouco mais perto, até que estivessem frente a frente.
— Não posso passar adiante uma emergência — até gostaria de poder ficar, mas precisavam dele.
— Devo retornar ao quartel e reportar — Creedo avisou se dirigindo a saída da igreja.
Por um momento Joe e Demi ficaram ali sozinhos, olhando nos olhos um do outro e sorrindo, porém um estranho tremor repentino chamou sua atenção e eles correram pra fora da igreja pra descobrir o que estava havendo.

Eles desceram juntos a enorme escadaria da igreja, a primeira vista tudo parecia perfeitamente calmo e normal.
— Alguém me ajude! — ouviram um grito assustado vindo de algum lugar à frente, Creedo puxou sua espada, se preparando pra qualquer coisa que viesse. Joe parou de andar, estendendo o braço indicando a Demi que ficasse atrás dele por precaução, ela segurou no braço dele, olhando em volta apreensiva.
Eles observaram em silencio um homem surgir cambaleando por de trás da fonte no pátio principal, o homem despencou no chão e logo atrás veio uma estranha criatura que Joe conhecia bem, tinha destruído várias delas mais cedo pra tentar chegar a tempo à apresentação de Demi. A criatura tinha uma forma estranha, era como se o demônio tivesse possuído um monte de retalhos e tinha um braço laminado, como a foice de um carrasco, que enterrou sem dó no corpo do pobre homem que gritou de dor, o arrastando pra longe, só pra depois jogar o corpo sem vida de volta.
E então o caos começou, outros moradores apareceram correndo desesperados, tropeçando uns nos outros, gritando de medo enquanto muito mais daquelas criaturas apareciam do nada, assassinando qualquer um que aparecesse no caminho sem dó nem piedade, espalhando sangue pra todos os lados.

— É ele... ? — Joe perguntou querendo saber se o assassino do Papa tinha alguma coisa haver com aquela confusão toda.
— Eu... Não tenho certeza — Creedo respondeu incerto.
Joe olhou pra trás por um instante, para o rosto assustado de Demi que ainda segurava seu braço com força e sentiu o sangue ferver de raiva, ela não devia ter que presenciar nada daquilo.
— Creedo, cuide da Demi — murmurou se afastando gentilmente dela e segurando o cabo da espada pendurada em suas costas — Eu faço isso!
Sem perda de tempo ele avançou pra cima das criaturas, afastando-as das pessoas, destruindo várias delas de uma vez com apenas um golpe certeiro da espada. Enquanto isso Creedo e Demi ajudavam as pessoas assustadas a escapar do local.
— Nós devemos evacuar os moradores de volta ao quartel — Creedo disse — Reporte de volta o mais rápido que puder, e tenha cuidado.
— Eu já tenho — Joe respondeu com um sorriso confiante, acertando outro dos demônios em cheio.
— Demi, corra! — Creedo ordenou — Vá com os outros.

Demi estava correndo pra saída junto com os outros quando viu um pouco mais a frente um menino chorando, provavelmente teria se perdido da mãe na confusão, logo atrás dele vinham mais algumas daquelas criaturas horríveis. Sem pensar duas vezes Demi correu até o menino pra ajudá-lo, mas não havia pra onde correr, os três demônios saltaram na direção do menino e Demi o abraçou, se pondo no caminho e fechando os olhos com força a espera do ataque. Porém um segundo antes de conseguirem acertá-los Joe apareceu, se pondo entre Demi e as criaturas e transformando-as em fumaça com um único golpe de sua espada.
— Vá! Saia daqui — ele ordenou.
— Joe — ela olhou pra trás com espanto e logo em seguida pegou o menino e correu pra longe dali.
Joe sorriu enquanto via Demi se afastar em segurança, e pendurando a espada de volta nas costas um momento se virou de novo para os demônios, erguendo a manga do sobretudo e revelando seu braço amaldiçoado, que na verdade Joe já não achava tão horrendo e estranho quanto antes, tinha uma aparência escamosa, como a pata de um dragão, com algumas frestas de luz azul começando no cotovelo, passando pelo braço, atingindo a palma e as costas da mão, terminando na ponta dos dedos que eram pontudos como garras.

— Não tão rápido... — ainda sorrindo, ele esticou o braço pra trás e agarrou uma das criaturas pela perna, usando-a pra bater em outras três que se aproximavam e as jogando longe com tanta força, que o choque contra um dos muros da igreja fez tudo desmoronar, bloqueando a passagem por onde Demi e os outros tinham fugido.
Com um movimento ele jogou mais três criaturas pro alto e puxou a espada, cortando cada uma delas antes que pudessem tocar de novo o chão. As criaturas eram muitas e rápidas, mas nenhuma delas era páreo para Joe, a espada era como uma parte do corpo que ele controlava muito bem, e o braço amaldiçoado tornava tudo ainda mais fácil.
— Não está nada mal — ele sorriu olhando pro próprio braço, era a primeira vez que o utilizava assim e não o mantinha escondido de todos, na verdade era até mesmo divertido e em questão de poucos minutos não havia sobrado nenhuma criatura pra contar história.
Como uma das saídas agora estava bloqueada pelos destroços do muro Joe teve que encontrar um caminho alternativo pra conseguir continuar sua caçada ao assassino do Papa. Depois de pensar por um minuto ele lembrou da outra saída nos fundos da igreja, as ruas estavam completamente vazias, exceto pelas criaturas que apareciam em toda parte, mas Joe lidava com elas facilmente.

Depois de pensar por um minuto ele lembrou da outra saída nos fundos da igreja, as ruas estavam completamente vazias, exceto pelas criaturas que apareciam em toda parte, mas Joe lidava com elas facilmente. O primeiro imprevisto ocorreu quando ele precisou atravessar uma ponte levadiça que levava até o outro lado do rio, ele foi até a sala de controle e achou facilmente o equipamento que controlava a ponte, o problema é que não estava funcionando, talvez fosse velho demais. Joe apertou todos os botões do painel e nada aconteceu, a luz continuava vermelha e a ponte elevada.
— Droga — resmungou dando um tapa no painel.
Ele se virou pra ir embora, mas antes de atravessar a porta puxou sua arma e deu um tiro no painel, houve uma pequena explosão, mas pra sua surpresa a luz mudou do vermelho para o verde e a ponte começou a baixar, ele sorriu sozinho.
Tirando mais algumas poucas criaturas o caminho estava sendo tranquilo e Joe não conseguia parar de pensar em Demi, preferia estar com ela em qualquer lugar do que perseguindo um assassino que nem mesmo era humano, mas tinha um dever a cumprir e estava curioso para descobrir mais sobre ele, e sobre si mesmo também, aquele homem parecia saber de muita coisa, coisas que mesmo temendo Joe também precisava saber, como a sua origem e o que ele era de verdade. Quem diria que ele poderia se transformar em uma das criaturas que tanto repudiava.

Já era noite quando Joe chegou a um vilarejo abandonado, analisou o grande paredão parecendo de aço com alguns desenhos entalhados, o primeiro portão do inferno.
— Deixe-me adivinhar... Mais demônios. — murmurou, caminhando até o que parecia ser a rua principal do lugar sem tirar os olhos do portão. Parou um pouco escondido ao lado de uma casa desgastada pelo tempo e ao que parecia por fogo também, um pequeno terremoto começou, uma fenda se abriu no paredão e de lá saltou um centauro de fogo com cabeça de touro segurando uma enorme espada, ao pousar no chão deixou as casas à sua volta em chamas, Joe permaneceu no mesmo lugar sem se deixar abalar, se abanando por conta do calor repentino.
— Ahhh, o mundo humano, já faz algum tempo... — disse o centauro com sua voz grave e rouca – típica de monstro ou demônio – ele caminhou pela rua calmamente e Joe fez o mesmo no sentido contrário, assim que estavam afastados um pouco mais, Joe retirou a espada das costas encostando a ponta no chão e a girando jogando uma rajada de ar com o movimento e apagando o fogo das casas, finalmente chamando a atenção do enorme centauro.
— Que interessante... — o centauro disse se virando para ele, Joe também se virou.
— Fogo faz mal para a pele. Eu queimo fácil, nunca me bronzeio. – encolheu os ombros, como se tivesse conversando com um velho amigo.
— Quando eu vim a este mundo, 2.000 anos atrás, não havia nenhum ser humano como você. — disse parando um pouco mais perto dele.
— E porque não espera outros 2.000? — Joe retrucou. Com um grunhido de raiva o centauro investiu sua enorme espada contra a de Joe que investiu a sua também fazendo com que as pontas de ambas se chocassem, segurando a posição por alguns minutos e ambos recolheram a espada.
— Criatura inútil, você irá sofrer a ira de Berial! Eu, o conquistador do Fogo do Inferno! — ele soltou um rugido alto, iniciando a luta.
*************
Joe terminou a luta com um último soco com seu braço demoníaco, fazendo Berial derrapar para trás.
— Seu braço... Você não é humano! — disse, se levantando.
— Não pergunte. Essa coisa maldita está me deixando louco. — disse mexendo o braço e o olhando, começando a aceitar sua diferença, mas se não fosse por seu braço, poderia tentar dizer a Demi o que sentia, sem se preocupar se ela o acharia um monstro por ser meio demônio.
— Você é exatamente como ele era... — Berial disse, o olhando.
— E “ele” seria...?
— Eu preciso recuperar meus poderes... — desconversou e com um rugido se tornou uma bola de fogo , girou no mesmo lugar por alguns segundos antes de se direcionar para o primeiro portão do inferno.
— Ei! — Joe gritou antes que ele entrasse completamente, mas foi em vão. Ele olhou em volta, frustrado e pôs as mãos na cintura, observando o rastro de fogo que Berial havia deixado para trás.

Fim do Capítulo

Bom amores estou pelo computador da minha mãe e postei a nova historia mas irei continuar com Anjo da Noite para quem gosta... Nao vou postar mas do que 2 capitulos da nova historia porque nao tenho muitos capitulos no meu computador se der posto mas 2 dessa historia amanha ... E irei  pegar mas capitulos de Devil May Cry para poder postar bastante capítulos ok? beijos amores