Short fic - Esse Amor - PARTE UM


Depois do casamento, o propósito de todos e qualquer casal é ter filhos, constituir família, mas para Joe e Demi Jonas foi diferente. Após o casamento perceberam que são totalmente opostos, e nesse caso, não se atraem. 
O casamento foi feito as pressas, queriam se livrar da pressão dos pais. 
Os pais de Joe queriam que se casasse logo para, em fim, deixar de ser um mulherengo e “tomar jeito”. Os pais de Demi queriam que ela agisse espontaneamente e acharam que o casamento a ajudaria. Esses pais estavam totalmente errados achando que a pressão os ajeitariam. 
Demi, depois do casamento, ficou mais reguladora do que era, e Joe continuou o mesmo cara de sempre, mas agora tinha que agir por de baixo dopanos. 
Depois de três meses que se conheceram, se casaram, depois de quatro meses morando juntos perceberam que são opostos. 
A solução desse grande problema seria ficar juntos, mas não como marido e mulher e sim como um casal. Fariam pose de “O melhor casal”. 
Dois anos depois ainda estavam casados, não era tão difícil assim aturar um ao outro. 

- Bom dia!- disse a mulher perto do balcão pegando a cafeteira. Demi Jonas,  dona de uma empresa de moda e estilista 
- Bom dia pra você também!- Disse o homem, indo em direção à porta de entrada para pegar o jornal, aproveitando pegou a revista também. Joe Jonas, o melhor advogado da cidade. 
Eles pareciam estar casados há vinte anos, mas na verdade fazia apenas dois anos e quatro mês. 
Enquanto ela sentava, ele colocou a revista perto dela. Até agora nenhum contato visual foi feito. Ele serviu-se de café sem tirar os olhos do jornal. 
-Peguei a revista pra você. 
Obrigada.- pegou-a e passou para o outro lado. 
- Podia pelo menos foliar.- bebeu o café.- Nossa! Que café horrível é esse? 
- Se está insatisfeito, vá tomar café na padaria junto com a mulher com quem você ficou ontem. 
- Prefiro a casa da sua mãe.- a alfinetou.- Hoje eu vou demorar para chegar em casa. 
- Ótimo, mais tempo sem você! 
- Infelizmente meus pais virão, então cuidado com o que diz. 
- Eu sei me controlar, Joseph.  
- Ótimo que saiba se controlar! Você podia preparar alguma coisa especial...Quem sabe um strogonoff? 
Óbvio que não. Não sou sua empregada, Joseph. Infelizmente sou sua esposa.- o lembrou. 
- Não me lembre desse lastimável problema. 
- Consertou o chuveiro do meu quarto? 
- Não, não sou seu empregado. 
- Mas é o homem da casa. 
- Chame um profissional! 
- Você é um imprestável! 
- Vai fazer um strogonoff para os meus pais? 
Está fazendo chantagem com a sua esposa? 
- Não conserto nada. 
- Eu faço!-  entredentes gritou brava. 
- Obrigado!- contando vitória. Ele sempre conseguia o que queria chantageando-a. 

Joseph foi até a garagem pegou a caixa de ferramentas e seguiu até o quarto da Demi. O mesmo quarto que deveria ser do casal, mas não era. Desde o dia que resolveram que não se bicavam, dormiam em quartos separados. Uma vez ou outra, dormiam juntos, mas era pelos medos de Demi. 
Ninguém podia saber dessa separação, então Demi foi ao quarto de hóspedes, o dele, para organizar antes que Lara, a ajudante, chegasse. Assim que entrou viu a bagunça, tinha vontade de gritar e bater em Joseph, tamanha sua desorganização. Respirou fundo contendo a raiva, arrumou a cama e toda a roupa que tinha espalhada pelo quarto as levando para a lavanderia. 
Quando Joe terminou já era tarde, ele ia chegar tarde ao escritório. Resolveu tomar seu banho ali mesmo, no banheiro de Demi. Como a toalha dele não estava por perto, pegou a primeira que encontrou, uma rosa, para o rosto. Demi entrou no banheiro para tomar banho, esquecendo totalmente de que Joe estava ali. O pegou nu enxugando-se com uma toalha muito pequena. 
- Joe? Eu pedi que arrumasse o chuveiro e não para tomar banho! 
- Estava testando!- disse debochado. 
-Podia pegar uma toalha melhor então! 
- Eu não achei, você esconde tudo.- Demi abriu uma gaveta, tinha várias toalhas dobradas e organizadas por cores. 
- Devia imaginar.- irônico. 
- Pode ao menos se cobrir? 
- Por quê? Sou seu marido! Já me viu assim milhares de vezes! 
- Joseph!- Joe foi para o seu quarto trocar de roupa do mesmo jeito que estava: nu, fazendo Demi bufar de raiva. 

Joe procurava suas coisas, enquanto Demi terminava de se arrumar. Ele morria de raiva, pois não gostava quando Demi arrumava as coisas dele. 
- Demetria, onde você colocou a minha carteira? 
- Junto com as chaves do carro. 
Joe entrou no seu quarto e não achou as chaves do carro, quem dera a carteira. 
- Onde está a chave do carro? 
- Na gaveta! Será que não sabe onde coloca nada? 
- Foi você quem guardou, sua maníaca. 
-Relaxado! 
- Isso era para ser uma ofensa? 
- Irritante!- gritou fazendo eco na casa, e Joe adorava isso. 

Joe e Demi tinham que sair juntos de casa, já que fazia parte do plano. Ele leva ao trabalho, seria mais romântico. Portanto, Demi estava pronta , sentada na sala apressando Joe, enquanto o mesmo corria de um lado para o outro procurando suas coisas. 
- Onde você enfiou aquela gravata vermelha, Demetria? 

No carro, ela reclamava. 
- Não acredito que vou chegar atrasada outra vez! Tudo por sua culpa, sempre por sua culpa. 
- Demi, não exagera. Só estamos dez minutos atrasados. E, em parte, a culpa é sua. Fica escondendo minhas coisas. 
- Não escondi... Eu guardei. 
-Pois então não guarde. 

No caminho resolveram ficar em silêncio, já haviam brigado muito naquela manhã.  
Quando Joe estacionou o carro para ela descer. 
- Hoje você podia pelo menos me dar um selinho de despedida. Tem muita gente do lado de fora. 
- Pode ser... 
- Você vai para casa de táxi hoje. Tem dinheiro? 
- Tenho. Tchau... - deu-lhe um selinho. Joe para irritá-la, ou aproveitar, segurou a nuca dela aprofundando mais o beijo. Ele sabia que ela não bateria nele, o máximo que podia fazer seria ofender lhe, mas isso ele aguentava.  
-Tchau, meu amor.- Irônico, Joe conseguiu tirar uma cara feia dela. 

Na hora do almoço Demi não quis sair e nem comer nada, queria ganhar tempo para fazer um bom jantar para os sogros, apesar de não se dar bem com Joe, Demi adorava Denise e Paul Jonas, eram os melhores sogros que alguém poderia ter, sempre a ajudava e a tratava como filha. Diferentes dos pais de Demi, que mal sabiam como ela estava. 
Apesar da empresa não estar indo bem, quando deu cinco horas Demi foi direto para o supermercado. Comprou bastantes coisas para o jantar. 
Chegou em casa e foi direto para a cozinha preparar o jantar... 
Perto das seis, Demi foi tomar banho e Joe chegou com seus pais. Havia conseguido  sair mais cedo e aproveitou para busca-los em casa. 
- Meu amor, chegamos!- Certamente, ela não havia escutado, pois estava no banho.- Ela deve estar lá em cima. Fiquem a vontade, eu vou ver onde ela está. 
Joe praticamente invadiu o quarto de Demi, achando que ela queria provoca-lo. 
- Por que não me respondeu? 
- Respondeu o que? 
- Não se faça de sonsa, meus pais estão aí! 
- Eu não sabia, por acaso eu tenho bola de cristal? 
- Desse rápido que eles estão te esperando. 
- Eu vou no meu tempo! 
- Eu vou tomar banho- Estava saindo do quarto. 
- É melhor tomar banho aqui no nosso quarto, querido.- irônica 
- É verdade, querida. 

Enquanto Joe foi tomar banho, Demi fazia sala para os sogros. Conversavam sobre muitas coisas, Demi sentia-se mal por ter que mentir para eles sobre ela e Joe, mas era preciso. 
- Será que podemos jantar?- Joe perguntou descendo as escadas da casa largado e lindo como sempre. 
- Claro!- Demi respondeu. 

No jantar correu tudo bem, Joe e Paul ficaram conversando na sala, enquanto Demi e Denise ficaram na cozinha lavando a louça. 
- Notei que você e Joe estão distantes 
- Impressão sua, Denise. Joe e eu estamos cada vez mais próximo, além disso nos amamos. 
- Que bom, eu ficaria muito triste se vocês um dia resolvessem se separar. Só depois que Joe casou que ele deixou de ser um mulherengo, ele melhorou muito depois do casamento, Demi. Devo tudo a você. 
Demi pensou se ele podia ser pior. 
- Não tem que agradecer, Denise. Joe é... um... Ótimo marido!- As palavras saíram com dificuldade, mas saíram. Demi odiava ter que mentir sobre o seu marido. 
- Paul e eu estamos ficando velhos e você e Joe já tem tanto tempo de casados... 
- O que está querendo dizer, Denise? 
- Eu gostaria de ter um netinho.- Demi ficou sem ação, o que ela diria? “Joe e eu não nos damos bem, não podemos ter filhos.” 
Com Joe e o pai não foi diferente, ele cobrou a mesma coisa. Joe, sem saber o que falar... 
- Vamos pensar nisso. 
Eles mal dormiam no mesmo quarto, como poderiam ter filhos? 
Denise continuou pressionando Demi a querer filhos, enquanto ela dizia que pensaria no caso. Paul se deu por satisfeito quando Joe disse que pensaria. Pela primeira vez, Demi queria que Denise fosse embora o mais rápido possível. 
- Temos que ir, meus amores. 
- Já? Foi tão boa a visita de vocês...- Demi disse, mas por dentro ela estava cantando “Aleluia”. 
- Paul tem que acordar cedo, ele tem que ir ao médico.  
- Por quê?- Joe e Demi perguntaram juntos, preocupados. 
- É só rotina mesmo.- Paul respondeu. 

Joe se propôs a levar os pais para casa e Demi ficou pensando sobre os assuntos do jantar, quer dizer, o assunto, bebê.  
Sentada na sala, sua cabeça estava longe. No seu rosto a preocupação era visível. 
- O que foi?- Estava tão absorta que nem percebeu quando Joe chegou, beijando-lhe a face. 
- Nada, só estou cansada. 
- Percebi... Te dei um beijo e você nem se mexeu. Tem algo te perturbando, me diz. 
- Não é nada, Joseph!- Demi levantou visivelmente irritada, odiava quando as pessoas tentavam invadir seu espaço. Quando ela estava na metade da escada. 
- Por isso que a gente nunca vai dar certo. Você nunca me conta nada, está sempre estressada. Tento me dar bem com você, mas você se fecha. Não entendo porque as pessoas ainda acreditam que somos o “casal perfeito”. 
- Ninguém é perfeito! 
- Eles acreditam que somos perfeitos. Para eles sempre sabemos resolver nossos problemas. Meus pais acabaram de me dizer isso.-  Parada no mesmo lugar. 
- Hoje sua mãe queria que eu prometesse a ela que lhe daria um neto. Joe, não dormimos na mesma cama, como daremos um neto a ela? Construir uma família está fora dos meus planos! 
- Já somos uma família, Demi. Eu e você, somos uma família.- Disse com carinho.- Apesar das nossas brigas, apesar de tudo... 
Demi não queria ouvir nada daquilo, odiava Joe. Não o queria como marido, quanto mais que fizesse parte da sua família.  Apesar de tudo, Joe tinha razão. Eram uma família e eram a família mais complicada que existia. 
Toda garota sonha com o homem com quem vai se casar, com o homem de sua vida. Sonha com o casamento, com os filhos. E Demi havia se esquecido disso, se tornou fria e amargurada. Mal sorria. Estava sempre de mau humor.  
- Não era isso que eu queria, Joe. 
- Eu também não queria do jeito que está, meu amor.- ironizou a frase, fazendo a ira de Demi voltar. 

Depois daquela noite Demi ficou muito tristonha, queria alguém para abraçar e não o travesseiro como todas as noites. Queria alguém que pudesse lhe passar confiança, carinho e proteção. Demi chorava muito todas as noites, que do quarto de Joe se podia ouvir. Ele não sabia por que tanto ela chorava, mas não conseguia dormir pensando nisso.  
No momento que Demi ia se acalmando, ela cochilava, até que era vencida pelo cansaço dormia. 
Dois meses depois e estava tudo do mesmo jeito, Demi triste e Joe sem saber como ajuda-la. Na verdade, Joe nem conseguia saber o que a preocupava. 
Hoje a noite é a festa de cinco anos de casados de Miley e Liam.  
O primeiro a levantar dessa vez foi Joe. Sempre fora o contrário, mas na noite anterior Demi havia chorado novamente e agora não tinha forças para acordar.  
Joe quando buscou o jornal viu uma foto de Demi, sua esposa. Mas o que ela fazia no jornal “Grande empresária afunda a cada dia.” Demi vai odiar saber disso, se estava triste ontem imagina hoje?! O jornalista apontava vários defeitos  dela, os mesmo que Joe sabia de cor e salteado. Mal-humorada, calculista e outros nos quais Demi havia adquirido depois do casamento. 
O jornal estava inteiramente coberto de razão, pensou Joe. Realmente a empresa de Demi estava caindo a cada dia que passava, talvez esse seja o motivo de tanta chatice. 
- Bom dia!- Demi disse, com o rosto inchado e vermelho.  
- Ótimo dia! 
Joe não era tão mau a ponto de mostrar o jornal a ela, não depois de todo o choro da noite passada. Aquilo acabaria com qualquer um. Tratou de jogar o jornal no lixo, mas havia se esquecido de uma coisa. A revista, será que tinha alguma coisa ali?  
- Você... estava triste noite passada. Está melhor? 
- Estou.- Demi foi até a porta pegar a revista.- Você já pegou a revista e o jornal?- gritou da porta de entrada. 
- Não, por quê?-  Fez-se de sínico e jogou a revista no lixo. 
- Nenhum dos dois estão ali. 
- Devem estar atrasados. 
Era visível que Demi estava deprimida demais para pensar qualquer coisa contra o Joe. Até agora não o ofendeu. 
- Você podia me dar licença da cozinha?- Demi perguntou.- Hoje eu acordei tarde e estou com fome, preciso preparar o café. 
- Eu te ajudo.- Joe não queria que Demi chegasse perto do lixo em hipótese nenhuma.  Mesmo achando estranho, Demi aceitou a ajuda dele.- Não precisamos fazer muita coisa, somos só nós dois.

NOVIDADES :) + Short fic

VOLTEEEEEEEEEEEEEEEEI GENTEEEEEEEEEEEEEE ...
Não definitivamente ainda mais voltei rs. Essa semana estou um pouco mais folgada na faculdade, então vou postar no blog.
Como já disse antes estou cheia de projetos novos, que já já será contado para vocês.
Então hoje será postado uma short fic, que será dividido em duas partes. ok? Espero que gostem a fic é da minha amiga Barbara Brum do blog I Have You, Don't Leave Me




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Sinopse: Esse Amor

Ele gosta de tudo largado, e diz: seja como for. O que der, deu!
Ela gosta de tudo organizado, e diz: vamos pensar antes, para não dar nada errado!
O mais impressionante: eles são casados.
O que duas pessoas totalmente diferentes fazem juntos?

Ambos eram pressionados para o casamento. A pressão era tão grande que resolveram se unir como marido e mulher, mas depois de três meses casados e brigando, perceberam que não são feitos um para o outro, porém o medo de se separarem e magoar os pais, não deixou que se separassem legalmente.
Ainda morando juntos e posando de “o melhor casal”. Tentarão de seguir suas vidas normalmente.


Aviso

Oi gente :)
Sei que estou em falta com vocês, pelo fato de não estar postando, mais como vocês sabem estou sem computador e preciso ficar pegando o da minha mãe para usar. Mas vou ver se volta a ativa com o blog, vou terminar De Repente da Certo e vou vim com fic nova para vocês ok? Só espero que não me abandonem, prometo voltar o mais rápido possível ok?
Beijos minhas princesas :)

Capítulo 22. - Joseph – Um Pequeno Incentivo

A semana seguinte ao feriado foi extremamente corrida. Todos voltamos as aulas e estávamos nos preparando para as provas (ou pelo menos os outros estavam), Demetria saia todos os dias a procura de um emprego novo e eu passava a maior da tarde fora na loja de tatuagens do meu amigo, então quase não tivemos tempo de ficar juntos. E esconder que estávamos ficando era muito mais difícil aqui do que em uma enorme mansão com milhares de quartos e um super quintal.  Austin surtara completamente quando lhe contei o que acontecia entre mim e Demetria, ele não conseguira absorver a novidade muito bem. E não parara de falar e fazer perguntas sobre isso o resto da semana. Ele não estava exatamente me criticando, mas claramente me achava louco.  Quando o fim de semana finalmente chegou, Demetria e eu tivemos nosso primeiro momento completamente a sós em casa. As gêmeas estavam na casa de umas amigas, Jason e Victória, completamente absortos em sua nova afinidade com música tinham saído juntos e Ethan tinha ido a casa do namorado. Nossos pais por sua vez estavam trabalhando. 
Eu estava em meu quarto, tentando estudar (sem muito sucesso), pois teria uma prova no dia seguinte, quando Demetria bateu na porta. Quando a mandei entrar, ficou parada na entrada me observando, parecendo receosa.  __O que está fazendo? 
__Tentando estudar, mas claramente sou uma negação nisso.  __Quer ajuda? __Eu acho que você me atrapalharia ainda mais. __Por quê?__ ela pareceu ofendida.  __Sua beleza vai me distrair__ sorri para ela__ agora mesmo só consigo pensar que quero te beijar. 
Ela sorriu, parecendo agora mais tranquila e entrou no quarto. Caminhou lentamente até a cama e se sentou, pegando um dos meus livros e analisando.  __Biologia? Sempre foi minha matéria favorita. __A minha também__ pisquei para ela__ biologia e química também. __Muito engraçado. Vou te fazer umas perguntas e ver como você se sai. 
Seus olhos vagaram pelas páginas até encontrar uma boa pergunta para me fazer, mas quando ela finalmente falou eu não estava prestando a mínima atenção em suas palavras. Só conseguia reparar em como estava bonita, mesmo completamente desarrumada como estava agora. Como era um dia frio, ela estava com uma calça de moletom, casaco e meias.  __Você ouviu o que eu disse?__ ela perguntou, me despertando dos meus devaneios. __Eu não faço ideia.  __Ah qual é, aposto que você sabe a resposta, só tem preguiça de pensar.  __Talvez, não posso fazer nada sobre isso__ deitei na cama, cruzando os braços atrás da cabeça. __Acho que você precisa de um pequeno incentivo.  __Ah é? Que tipo de incentivo__ perguntei ainda encarando o teto.  __Que tal isso__ alguma coisa no tom de sua voz me fez levantar o rosto para encará-la__ cada pergunta que você acertar, eu tiro uma peça de roupa.  __O que?__ eu a encarei seriamente__ se isso for uma piada não tem graça. __Não é piada. Aposto que se tiver um prêmio pelo esforço você se sairá muito melhor. Então é assim que vai ser... Eu estou vestindo no total sete peças de roupa, contando as meias, aqui no seu livro tem dez perguntas, então suas chances são muito boas. Cada vez que você acertar, eu tiro uma peça, cada vez que você errar, você tira uma. O que me diz? 
Eu apenas a olhei por um momento. Era claro que a ideia era muito boa, mas eu não achava que fosse conseguir acertar nenhuma pergunta, e se eu fosse o único a tirar a roupa não teria a menor graça. Mas bem... Eu podia tentar. Eu gostava muito de onde isso iria parar.  __O que aconteceria se eu acertasse todas as perguntas?__ perguntei a encarando maliciosamente__ já que você está usando sete peças de roupa e são dez perguntas, você ficaria me devendo não é mesmo? __Ou você ficaria me devendo__ ela lembrou__ aposto que está usando menos roupas do que eu, mas podemos pensar em alguma coisa para compensar isso. Sei que você com certeza tem muitas ideias. __Muitas ideias__ concordei. __Então, o que me diz? Aceita o desafio ou não? __É claro que aceito. __Foi o que eu pensei__ ela parecia estar se divertindo com minha aparente empolgação__ e o tema é reprodução, veja que conveniente. __É um tema nojento teoricamente falando__ comentei__ prefiro muito mais a prática. __Vamos a primeira pergunta então. Quando vários espermatozóides penetram no mesmo óvulo, denomina-se... __Viu só? Assunto nojento__ fiz careta. __Não é nojento, é bonito, a criação de uma nova vida... __Blábláblá... __Você está me enrolando para não responder a pergunta. Devo deduzir que você não sabe. 
__Bom, você se engana então, porque eu sei e a resposta é polispermia. __Uh, não é que você sabe mesmo?__ ela sorriu e se inclinou na cama para tirar uma das meias e depois a jogou em cima de mim__ um a zero para você.  __Próxima pergunta. Ela riu da minha empolgação e olhou para o livro atrás da próxima pergunta. Eu me concentrei, querendo de verdade conseguir acertar, animado com a brincadeira e onde isso poderia levar, mas como era de se esperar acabei errando a segunda pergunta. __Essa era fácil Joseph. __Era uma pergunta sobre testículos... __Algo que você como homem tem, então deveria saber responder. __Próxima pergunta, por favor. __Você está me devendo uma peça de roupa__ ela me lembrou. __Tudo bem. ㅤㅤㅤㅤEu fui mais ambicioso e tirei logo o casaco, o que provavelmente foi um erro, pois não estava de camisa por baixo e estava realmente muito frio, mas valeu a pena pelo olhar no rosto dela. As duas perguntas seguintes eu consegui acertar sem problemas, então ela tirou a segunda meia e fez uma manobra estranha para tirar o sutiã sem ter que tirar também o casaco e a blusa que vestia por baixo. __O que?__ ela me olhou muito séria quando percebeu que eu a encarava divertido __ eu não vou tirar o casaco agora, está muito frio. 
__Isso não é muito justo, mas vou deixar passar... Próxima pergunta. Eu errei as duas perguntas seguintes e tirei as meias que estava usando. Demetria não parava de sorrir enquanto eu tentava responder corretamente, mas eu não estava me importando nenhum pouco com a prova, não tinha a menor chance de eu tirar uma boa nota, mas era fofo vê-la tentar me ajudar.  Consegui acertar a sétima e a oitava perguntas e ela foi obrigada a tirar mais duas peças de roupa, no caso a calça de moletom e a blusa, ainda se recusando a tirar o casaco.  __Bem, até agora você acertou cinco perguntas e errou três. Está indo melhor do que pensava não é mesmo? __Faltam só duas perguntas? Minhas chances são realmente muito boas. __As minhas também__ ela disse divertida__ duas peças para você e duas para mim.  __Faça logo a pergunta__ eu disse ansioso. __Alguém aqui está com pressa__ ela debochou.  Demetria fez a penúltima pergunta segurando o riso e fiz todo o possível para lembrar a resposta, mas a expressão no rosto dela me desconcentrou e acabei tendo de tirar a calça.  __Então, o que vai ser Joseph?__ ela me encarou muito séria__ está pronto para me entregar sua ultima peça de roupa? 
__Você está muito ansiosa para me ver pelado... Sabe, não precisava de todo esse showzinho, se queria que eu tirasse a roupa era só pedir. __Oh, é... Vou morrer se tiver que esperar mais um segundo para ver o seu corpo nu. __Eu vou logo avisando que não é visão que vai esquecer tão fácil__ me acomodei na cama tranquilamente, não me importava nenhum pouco de tirar a roupa, vergonha não fazia parte do meu vocabulário__ depois que tiver uma provinha, não vai querer outra coisa. __Você é muito convencido... Vamos acabar com isso. A ultima pergunta era sobre hormônios sexuais femininos e só consegui me lembrar da resposta porque um colega meu tinha feito sobre os nomes durante a aula, o único momento em que eu não estava dormindo e Demetria pareceu muito surpresa quando eu acertei.  __Bem, é hora de pagar o que deve__ eu disse muito contente quando o sorriso dela se desfez. __Você deu sorte. Pelo olhar no rosto dela, uma parte de mim achou que ela fosse inventar uma desculpa para não tirar a roupa, mas depois de um breve momento de exitação, ela voltou a sorrir para mim, muito provocativa e finalmente tirou o casaco, deixando os seios a mostra. 
Eu já vira mais seios na vida do que consigo lembrar, não era novidade para mim, mas realmente tinha algo naquela garota que me tirava do sério e podia jurar naquele momento que nunca tinha visto nada tão bonito quando aquela visão, dela ajoelhada na minha cama, só de calcinha, os cabelos caindo pelos ombros e um sorrisinho debochado no rosto. __Então... Mas não deixei que ela completasse o pensamento, antes que pudesse me conter, tinha vencido a pequena distancia entre nós e agora estávamos caídos no colchão, deitados por cima dos livros, o corpo delicado dela sobre meu, nossos lábios juntos, minhas mãos tocando-a em todo lugar que conseguia alcançar. Eu simplesmente não queria parar, não queria esperar, eu a queria ali e agora.  __Joseph... Joseph... Uma pequena parte do meu cérebro registrou o fato de que ela chamava meu nome.  __O que?__ resmunguei enquanto beijava seu pescoço. __Pare__ ela pediu e senti suas mãos me empurrando__ sai de cima de mim. __Qual o problema?__ me afastei minimamente, levemente irritado. __Eu disse para parar ok?__ ela me empurrou para longe e levantou da cama, pegando o casaco que tinha ido parar no chão__ nós não vamos transar. Não foi para isso que vim aqui. __Você está brincando certo?__ eu a encarei meio confuso enquanto a via procurar pelo resto das roupas e quando falei, soei mais irritado do que pretendia__ você vem até o meu quarto, inventa toda essa história de estudar e tirar a roupa e agora vem me dizer que você não queria que acontecesse nada? 
ㅤㅤㅤㅤ__Não, eu não queria. Eu só estava tentando ajudar, achei que será divertido, mas não... ㅤㅤㅤㅤ__Você é muito engraçada mesmo Demetria, não acredito em você__ me levantei também e vesti da calça, eu sentia que estava para explodir, uma mistura de excitação e raiva crescendo dentro de mim__ você não pode simplesmente me provocar desse jeito e ir embora depois. ㅤㅤㅤㅤ__Eu não estava tentando... ㅤㅤㅤㅤ__Bem, bom trabalho. ㅤㅤㅤㅤ__Porque você está agindo feito um idiota? ㅤㅤㅤㅤ__O idiota aqui não sou eu. Pare de bancar a santinha comigo, porque nós dois sabemos que de santa você não tem nada. Eu estou perdendo meu tempo... ㅤㅤㅤㅤ__Perdendo seu tempo?__ ela me encarou furiosa__ se você ficou comigo esse tempo todo esperando para me levar para cama, então está realmente perdendo seu tempo, porque nunca vai acontecer, se tudo que você quer é alguém para foder, vai ter que encontrar outra otária. ㅤㅤㅤㅤ__Sem problemas, posso conseguir uma agora mesmo, vai ser um tempo muito mais bem gasto. ㅤㅤㅤㅤAgarrei meu casaco no chão e enquanto ela me encarava chocada sai do quarto batendo a porta. Não era realmente minha intenção dizer aquelas coisas, mas a raiva e a frustração tinham tomado conta de mim. Quem ela pensava que era? Não era justo que me provocasse daquele jeito para correr depois e me deixar na mão. Eu não tinha que esperar, não tinha que me conter... Eu não devia nada a ela, ela não devia esperar que eu fingisse ser algo que não sou. 
Eu não sabia muito bem aonde ir, mas terminei na porta da casa do Austin. Ele estava sentado na calçada fumando e tinha uma garrafa de bebida no chão do seu lado. Ele sorriu ao me ver, mas não retribui o gesto, me sentei ao lado dele e peguei a garrafa, mandando metade do liquido para dentro de uma vez só, sem parar para respirar. ㅤㅤㅤㅤ__Uou, alguém está tento um dia ruim__ ele deu uma tragada e me encarou__ o que houve? ㅤㅤㅤㅤPrecisei de um minuto para me acalmar antes de lhe contar o que acontecera. Ele ouviu em silencio muito atentamente, sem fazer nenhum comentário até que eu terminasse.  ㅤㅤㅤㅤ__Hum, entendo. ㅤㅤㅤㅤ__Eu estou certo, não é mesmo? ㅤㅤㅤㅤ__Você é um idiota, isso sim. ㅤㅤㅤㅤ__Perai, o que você disse?__ eu sacudi a cabeça para tentar manter o foco, beber tão depressa não me ajudou a sentir melhor. ㅤㅤㅤㅤ__Eu disse__ ele deu outra tragada no cigarro e então assoprou a fumaça na minha cara__ que você é um idiota. ㅤㅤㅤㅤ__E eu posso saber por que você acha isso? ㅤㅤㅤㅤAustin suspirou e me olhou como se falasse com uma criança. ㅤㅤㅤㅤ__Você lembra de todas aquelas coisas que me contou sobre a sua irmã... ㅤㅤㅤㅤ__Ela não é minha irmã... ㅤㅤㅤㅤ__... Sobre o passado dela__ ele continuou, me ignorando completamente__ todas as coisas que ela te contou, sobre como ela se sentia em relação isso? ㅤㅤㅤㅤ__Eu me lembro, mas... ㅤㅤㅤㅤ__Ela te disse que não queria ser mais daquele jeito, ficar com um monte de garotos, dormir com qualquer um, beber e fazer besteiras... Coisas que você ainda faz. Você bebe o tempo, fica com várias garotas e dorme com mais ainda. 
_O que isso tem haver... ㅤㅤㅤㅤ__Ela está com medo seu idiota__ ele quase gritou__ porque ela provavelmente gosta de você, embora eu não faça ideia do porque, e tem medo de que você só queira transar com ela e que quando conseguir oque quer vai largá-la, como já fez com todas as outras. ㅤㅤㅤㅤ__Como você sabe o que ela pensa? ㅤㅤㅤㅤ__Como você não sabe? É bem óbvio. E você acabou de provar que ela estava certa. ㅤㅤㅤㅤ__Mas ela inventou tudo aquilo e estava me provocando... Ela queria que acontecesse, ma fica fingindo que não e... ㅤㅤㅤㅤ__Ela quer que aconteça, mas tem medo. Você não está me ouvindo?__ ele puxou a garrafa de bebida da minha mão__ me responda uma pergunta Joseph, você porque acaso disse a ela como se sente? ㅤㅤㅤㅤ__Como assim? ㅤㅤㅤㅤ__Às vezes parece que estou falando com uma parede__ ele revirou os olhos__ você já disse que gosta dela? Que está apaixonado e... __Heyhey, eu não estou apaixonado__ protestei completamente chocado__ de onde você tirou isso? __Sabe Joseph, é legal se divertir, pegar um monte de garotas e não ter preocupações, mas não tem nada de errado em estar apaixonado. Isso não o faz menos legal ou menos homem. __Acha que pego um monte de garotas para me sentir mais legal? Mais homem? 
__Não, sei que faz isso para preencher o espaço vazio dentro de você que a morte de sua mãe deixou. O problema é que isso não resolve. Sabe o que resolve? Amor. 
__O que você sabe sobre amor? É igualzinho a mim... Só que gay. __Eu tenho um namorado agora__ ele pareceu ofendido__ ainda gosto de me divertir e beber, só cansei de ficar sozinho. Não tem nada errado em estar apaixonado, ser vulnerável. É melhor do que você pensa e devia parar de negar isso a si mesmo.  __Você não sabe do que está falando__ me levantei do chão, ainda irritado. __Fale com ela Joseph, não estrague a melhor coisa que te aconteceu em muito tempo. Eu o encarei novamente, ali sentado com sua calça vermelha apertada, uma camisa com cachorrinhos estampados e a franja pintada de verde. Como alguém tão gay e estranho podia ser tão genial e irritante? __Quando foi que ficou tão sábio?__ perguntei incapaz de continuar irritado com ele, porque por mais que eu não gostasse e negasse, Austin me conhecia melhor do que ninguém, melhor do que eu mesmo às vezes. E talvez ele tivesse razão... Sobre tudo.  __Eu sempre fui muito sábio, é você que nunca escuta.    
Fim do Capítulo