Oi amores, tudo bom?

Então como vocês já sabem tem dias para entrar capítulo no blog, mais decidi fazer uma votação para vocês escolherem o dia que vocês querem o capítulo. Ao lado dessa postagem tem a votação, os dias que receberem mais votos vai ser o dia da postagem. A votação se encerra dia 29/09.

Por enquanto os dias das postagens ainda será terça, quinta e domingo até sair o resultado da votação.

Beijos amores e até quinta com o próximo capítulo.

Capítulo Cinco

Imaginou o que faria se Joe insistisse para que se aproximasse. Entre a vontade de fazer o que era certo e imaginar como seria maravilhoso fazer o que era errado, Demi ficou tensa. O perfume das rosas se misturava ao de jasmim. Para ela, esse momento era um sonho que se transformara em realidade. 
Começou a se perder em um mundo de fantasia. 
— É assim que imagino um verdadeiro jardim campestre na Inglaterra — acabou dizendo. 
— Então está com saudades de casa, Demi? 
— Oh, desculpe! Não pretendia dizer isso em voz alta. 
— Não se preocupe — murmurou ele com sua voz profunda e hipnótica. — E, já que a chamo de Demi, deve me chamar de Joe. 
Demi ficou mais tensa, e tratou de se concentrar nos morangos dentro do copo. 
Ele lhe entregou uma colher de prata. Uma a uma, Demi retirou as frutas e saboreou esse prazer raro. 
— Não respondeu minha pergunta, Demi. Está com saudades de casa? 
— Não, de jeito nenhum... Se estiver se referindo ao meu apartamento. Mas pus tudo isso para trás. Quero dizer... Não tenho mais um lar na Inglaterra. E ainda não consegui realizar meu sonho de ter uma casinha como esse ateliê, com uma roseira na porta. 
— Sim, mas isto aqui não é um lar de verdade, apenas um ateliê... Que eu esperava usar — acrescentou Joe. 
Demi percebeu o tom de tristeza. 
— Pode trabalhar na mansão, signor... — Ele lhe lançou um olhar de censura. — Quero dizer, Joe. Deveria ter-me deixado acompanhá-lo em um passeio pela propriedade. A casa está equipada para ser um verdadeiro escritório comercial. Tem tudo... 
Ele a silenciou erguendo a mão. 
— Não, obrigado. Isto é tudo de que preciso no momento... Paz e tranquilidade. Hoje só quero beber champanhe sob as estrelas. 
Fez um gesto para o céu. Demi ergueu os olhos, seguindo seu dedo. A costa ficava atrás deles, e estavam de frente para a Villa. Além de seus muros, surgiam quilômetros de campos. Não havia luzes de neon para ofuscar as estrelas que piscavam no céu de veludo negro. 
— Já viu alguma coisa mais bonita que essa Demi? 
Ela disse que não, balançando a cabeça, embora pensasse que ele era mais bonito do que qualquer outra coisa à vista. 
Suas emoções estavam à flor da pele. Em parte desejava que Joe falasse mais e a seduzisse sob as estrelas. Mas o bom senso a fazia retroceder. 
Sua mãe sempre lhe, dissera que os homens não eram confiáveis. Nenhum ficava muito tempo para namorar Demi depois que conhecia a temível senhora Lovato. 
Como resultado disso, Demi não conseguia se sentir à vontade perto de Joe; estava ocupada demais procurando por sinais de alerta. 
Entretanto, se ele percebia sua tensão, nada demonstrou. 
— Creio que foi a noite mais agradável que já passei. — Ele ergueu o copo em uma saudação. — Obrigado por compartilhá-la comigo. 
Demi ficou estupefata. Ninguém jamais lhe dissera algo parecido. 
— Se há alguma coisa que deseja Joe, pode me pedir — murmurou em tom profissional. 
Ele apoiou o copo na mesa. 
— Oferta perigosa, Demi — disse, com olhar provocante. — Mas... Se não se importa... Talvez possa me fazer um favor? 
— O que é? — perguntou ela... Depressa demais. 
Ele sorriu de modo tentador. 
— Que tal se mudar para a Villa enquanto eu estiver aqui? 
Continua ...

Capítulo Quatro


Joe não era uma pessoa que exigia que os empregados andassem a sua volta na ponta dos pés para não incomodá-lo. Era acessível, porém sua reputação ainda amedrontava Demi, que tratava de se manter à distância. De qualquer modo, sempre que ouvia um ruído erguia os olhos para ver se era ele. Via-se procurando por ele o tempo todo. Quando esbarravam um no outro em um corredor, Joe sorria para ela, e o simples gesto compensava todas as horas em que Demi ansiara por vê-lo. 
Mantinha-se ocupada na Villa, o que ajudava a não ficar sonhando acordada. Mas, após o trabalho, quando voltava para o ateliê silencioso, sua mente divagava. Recordava todos os instantes desde que Joe chegara. 
O toque de suas mãos fortes que a haviam mantido em pé enquanto abria a porta... E, mais do que tudo, os olhos escuros sombreados pelos cílios longos. Demi tentava se distrair fazendo esboços no papel, mas, enquanto sua mente lhe ordenava para desenhar o jardim, seu coração desejava retratar Joe. 
Certa noite resolveu dormir mais cedo, porém o sono não chegou. 
Depois da meia-noite, desistiu. Rumando para a cozinha do ateliê, fez chá para se distrair e não pensar nele... Ou, pelo menos, não pensar tanto... Então, pegando um pacote de biscoitos, voltou para o quarto. Mas a visão da cama com os lençóis desfeitos a fez rumar para a varanda. 
Abrindo as portas-janelas, sentiu o ar sereno e pesado pelo aroma das flores. Sair para o jardim foi como mergulhar nas águas tépidas de uma piscina. A noite era linda e sem lua; porém, todas as estrelas surgiam com um brilho intenso. 
— Buona será, Demi — ecoou a voz de Joe, baixa e profunda. — Boa noite. 
Demi se voltou. Ele se recostava de maneira preguiçosa no balanço duplo do lado de fora do ateliê, segurando um copo. De imediato, Demi tentou se cobrir com as mãos, ciente de que a camisola sem mangas de cetim e renda não era apropriada para usar na frente de um hóspede... Em especial esse hóspede! 
— Toma uma bebida comigo, Demi? 
Ergueu uma garrafa de vinho da mesinha ao lado e encheu o próprio copo. 
Estendendo-o para ela, observou-a hesitar e sorrir. 
— Eu? — murmurou Demi. 
— Não vejo mais ninguém por perto. 
— Mas... Mas, não posso! Não estou vestida... 
— Para mim, está bem. — Seu sorriso exibia os dentes brancos na noite escura. — Não consegui dormir e saí em busca de ar puro. É possível uma casa enorme possuir tão poucos bancos para se sentar ao ar livre? Os Bartlett não usam este lugar? 
Demi balançou a cabeça. 
— Preferem seus computadores. Às vezes, passeiam pela casa com as visitas antes do jantar, mas, fora isso em geral eu tenho os jardins só para mim. 
Joe soltou uma risadinha. Um som íntimo, perfeito para a noite tranquila. 
— Nunca imaginei você se aventurando por aqui de noite. Parece tão quieta e reservada. 
— Adoro ficar aqui fora, me sinto perfeitamente segura. 
Joe deu de ombros e prosseguiu: 
— Enquanto caminhava no terraço, me senti como se estivesse em uma produção da Broadway com tantas luzes e lampiões em volta. Queria um espaço para relaxar. 
Ele usava uma camisa aberta no pescoço, tão branca como a que tivera ao chegar. E sua colônia tinha o aroma das flores, porém mais sensual. 
Demi segurou com toda a força o copo que ele lhe dera. Tomou um gole e engasgou, desacostumada com as borbulhas do champanhe. 
— Champanhe é meu vício secreto — disse ele, rindo de novo e deixando a atmosfera mais leve. — Eu conheci o jardineiro esta tarde. Orgulha-se muito dos morangos da propriedade. Quando não apareceram no cardápio do jantar desta noite, fui colher alguns por conta própria. Pode pensar em um modo melhor de passar uma noite em claro? 
Demibalançou a cabeça. Seus olhos iam se acostumando com o escuro. Agora via uma tigela sobre a mesa também. Joe pegou alguns morangos com a mão e os jogou dentro do copo com champanhe que ela segurava. Cada morango provocou um ruído seco e borbulhas. 
— O toque final — murmurou ele, observando a reação de Demi. 
Ela ergueu o copo aos lábios e franziu o nariz com satisfação. Joe sorriu. As mulheres eram um de seus principais prazeres, mas a senhorita Demetria Lovato não se parecia com nenhuma que já conhecera. Era refrescante como um gole de água mineral. 
Beber champanhe devia ser uma raridade para ela, pelo modo como sorria de leve a cada gole. 
Estava completamente; esquecida da camisola curta que usava e do modo como o cetim se colava aos seios arfantes. Apenas uma mulher que se interessasse tanto pelas formas da natureza podia ser tão distraída a respeito da própria beleza. E Joe conhecia muitas mulheresTodas analisavam o efeito que fariam sobre um homem. 
Em contrapartida, Demi parecia completamente inocente. 
— Se come os morangos depois de ficarem impregnados com champanhe — explicou. 
Demi sorriu e enfiou uma das frutinhas na boca. Jamais provara um morango tão saboroso. Suave e doce como o beijo de um anjo. 
Sentou-se ao lado dele no balanço em meio à noite cálida, e fitou Joe de rabo de olho. Ele olhava para o céu e seu perfil era lindo. Demi imaginou que dizia belas palavras só para ela. E imaginou seus lábios acariciando sua pele. Ficar sentada ao lado dele era mágico. Nada poderia destruir esse momento. 
Joe a fitou sentindo o mesmo, e deu uma risadinha. 
— Morangos, champanhe e um estranho depois da meia-noite... Você ganhou o pacote completo, Demi — comentou, sem malícia. 
O timbre profundo de sua voz a fez estremecer da cabeça aos pés, e Alessandro percebeu. 
— Está com frio... Dannazione! Se tivesse trazido o paletó, emprestaria para você. Por que não entra e pega um agasalho? 
— Não estou com tanto frio — respondeu ela, esperando que acreditasse. O momento era precioso demais para ser interrompido. 
— Então sente mais perto de mim. Vou aquecê-la. 
— Não estou com frio. 
Não mais, finalizou para si mesma, respirando fundo. 
Continua ...
Me digam se estão gostando :) Agora os capítulos tem horário para entrar no blog :)
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