Capítulo 25



Eu já estava vestida com um maxi vestido maxi de verão cor de laranja e um cinto dourado para marcar minha cintura quando Joe saiu do banheiro usando nada além de uma toalha. Sentei-me na cadeira em frente a minha penteadeira, colocando um pouco de maquiagem, mas congelei com o pincel de rímel na mão quando o vi. Ele caminhou em direção ao guarda-roupa e escolheu uma calça preta e uma camisa branca antes dele deixar cair a toalha, sem vergonha. Eu não desviei o olhar rápido o suficiente e fui recompensada com a visão do seu traseiro firme. Baixei os olhos e me ocupei olhando para minhas unhas até me atrever a enfrentar o espelho novamente e passar o rímel. 
Joe abotoou a camisa, exceto os dois botões superiores. Ele prendeu uma faca em seu antebraço, rolou a manga sobre ela e depois colocou um coldre de arma em torno de sua panturrilha. Eu me virei. — Você nunca vai a qualquer lugar sem armas? — Hoje ele não usava o coldre no peito, porque ele não poderia ser escondido apenas pela camisa branca. 
— Não se eu puder evitar. — Ele considerou. — Você sabe usar uma arma ou uma faca? 
— Não. Meu pai não acha que as mulheres devem se envolver em brigas. 
— Às vezes as lutas chegam até você. A Bratva e a Triad não fazem diferença entre homens e mulheres. 
— Então você nunca matou uma mulher? 
Sua expressão se apertou. — Eu não disse isso. — Esperei por uma explicação, mas ele não deu. Talvez tenha sido o melhor assim. 
Eu fiquei de pé e alisei meu vestido, nervosa sobre o encontro com meu pai e Salvatore Vitiello após a noite de núpcias. — Boa escolha, — disse Joe. — O vestido cobre as pernas. 
— Alguém poderia levantar a saia e inspecionar as minhas coxas. 
Era para ser uma piada, mas os lábios de Joe puxado em um rosnado. — Se alguém tentar tocar em você, perde a mão. 
Eu não disse nada. Seu protecionismo me emocionou e me assustou de formas iguais. Ele esperou por mim na porta e eu me aproximei, insegura. Suas palavras no banheiro ainda soavam em meus ouvidos. Se contorcendo de prazer. Eu não tinha certeza se estava perto de estar relaxada o bastante em torno dele pra sentir prazer. Gianna tinha razão. Eu não podia me permitir confiar nele tão facilmente. Ele poderia estar me manipulando. 
Ele colocou a mão nas minhas costas quando saímos. Quando alcançamos o topo da escada, eu já podia ouvir pessoas falando e alguns convidados espalhados estavam conversando em pequenos grupos no enorme hall de entrada. 
Eu congelei. — Eles estão todos esperando para ver um lençol com sangue? — eu sussurrei, consternada. 
Joe olhou para mim, sorrindo. — Muitos deles, especialmente as mulheres. Os homens podem esperar detalhes sujos, outros podem esperar falar sobre negócios, pedir um favor, me pegar de bom humor. — Ele gentilmente me seguiu e nós descemos os degraus. 
Romero estava esperando no pé da escada, seu cabelo castanho bagunçado. Ele inclinou a cabeça na direção de Joe, então me deu um breve sorriso. — Como você está? — Ele me perguntou e depois fez uma careta, as pontas das suas orelhas ficando realmente vermelhas. 
Joe riu. Eu não conhecia quaisquer um dos outros homens no salão, mas todos deram a Joe piscadelas ou sorrisos largos. Um constrangimento rastejou pelo meu pescoço. Eu sabia o que todos eles estavam pensando, praticamente podia sentir me despirem com os olhos. Me aproximei ainda mais de Joe e ele fechou os dedos em volta da minha cintura. 
— Nick e o resto de sua família estão na sala de jantar. 
— Debruçados sobre os lençóis? 
— Como se pudessem lê-lo como borra de café — Romero confirmou, e então me deu um olhar de desculpas. Ele não parecia suspeitar de nada. 
— Venha — disse Joe, me empurrando em direção às portas duplas. No momento em que entramos na sala de jantar, cada par de olhos caiu sobre nós. As mulheres da família estavam reunidas em um lado da sala, divididas em pequenos grupos, enquanto os homens estavam sentados em torno da mesa de jantar, onde podia se ver pão Ciabatta, uvas, presunto, mortadela, queijo, pratos de frutas e biscoitos. Percebi que eu estava realmente morrendo de fome. Já era quase hora do almoço. Nick esgueirou-se para o meu lado e de Joe, com um café na mão. 
— Você parece uma merda, — disse Joe. 
Nick assentiu. — Meu décimo expresso e eu ainda não estou acordado. Bebi demais na noite passada. 
— Você estava um lixo — disse Joe. — Eu teria cortado a sua língua por algumas das coisas que disse para Demi se você não fosse meu irmão. 
Nick sorriu para mim. — Espero que Joe não tenha feito metade das coisas que eu sugeri. 
Eu não sabia o que dizer sobre isso. Nick ainda me deixava nervosa. Ele trocou um olhar com Joe, que correu o polegar sobre meu lado, me fazendo pular. 
— Você nos apresentou uma bela obra de arte, — Nick disse com um aceno de cabeça em direção ao fundo da sala, onde os lençóis estavam caídos sobre uma espécie de cabide para uma melhor visualização. 
Eu fiquei tensa. O que ele quis dizer? 
Mas Joe não parecia preocupado, ao invés disso balançou a cabeça. Salvatore Vitiello e meu pai estavam acenando para nós nos juntarmos a eles e teria sido indelicado fazê-los esperar mais. Meu pai se levantou quando chegamos à mesa e me envolveu em seus braços. 
Fiquei surpresa com esta exposição aberta de afeto. Ele tocou a parte de trás da minha cabeça e sussurrou: — Eu estou orgulhoso de você. 
Eu lhe dei um sorriso forçado quando nos separamos. Orgulhoso por quê? Por perder minha virgindade? Por abrir minhas pernas? Salvatore pôs a mão em meus ombros e nos de Joe, e nos deu um sorriso. — Eu quero poder esperar um pequeno Vitiello em breve. 
Eu consegui não demonstrar choque. Joe não mencionou que eu estava no controle de natalidade? 
— Eu quero aproveitar Demi por um longo tempo. E com a Bratva cada vez mais próxima, eu não gostaria de ter filhos e me preocupar com isso, — disse Joe firmemente. 
Não havia como descrever como fiquei aliviada com as palavras de Joe. Eu realmente não estava pronta para ter filhos. Eu já tinha mudanças suficientes no meu caminho e o bônus de um bebê não estava nos meus planos. 
Seu pai concordou. — Sim, sim, claro. Compreensível. 
Depois eles começaram uma conversa sobre a Bratva e ficou bastante claro que eu estava dispensada. Saí do aperto de Joe e caminhei em direção às mulheres. Gianna me encontrou no meio do caminho. — Nojento, — ela murmurou com uma carranca em direção aos lençóis. 
— Eu sei. 
Olhei em volta, mas não podia ver Fabiano ou Lily. — Onde estão... 
— Lá em cima no quarto com Umberto. Mamãe não quer que eles estejam presentes pra ver os lençóis, — ela disse em tom conspiratório. — Estou tão feliz que você está finalmente aqui. Essas mulheres estão partilhando as suas histórias sobre os lençóis há horas. O que diabos tem de errado com a Família de Nova York? Se eu ouvir mais uma palavra sobre isso, vou dar-lhes um banho de sangue real. 
— Agora que eu estou aqui, duvido que elas irão falar sobre qualquer outra coisa, só dos lençóis manchados de sangue, — eu murmurei. Acontece que eu estava certa. Quase toda mulher sentiu a necessidade de me abraçar e me oferecer palavras de conselho que só me deixaram nervosa. Vai ficar melhor. Às vezes é preciso um pouco de tempo pra uma mulher se sentir confortável. E o melhor: Acredite em mim, eu levei anos para me divertir. 
Minha mãe manteve distância. Eu não tinha certeza do porquê. Valentina não disse nada quando colocou os braços em volta de mim, apenas tocou a palma da mão na minha bochecha e sorriu, antes de recuar para abrir espaço para outra mulher. Mamãe estava com as mãos na sua frente, a desaprovação escrita em seu rosto. Eu estava feliz por ela não estar compartilhando histórias de sua noite de núpcias com o meu pai. Dei um passo em direção a ela, que me puxou para um abraço apertado. Como o meu pai, ela não era uma pessoa extremamente afetuosa, mas eu estava feliz por sua proximidade. — Eu gostaria de poder ter protegido você de tudo isso, — ela sussurrou antes de se afastar. Houve um lampejo de culpa no seu rosto. Eu balancei a cabeça. Eu não a culpo. O que ela poderia ter feito? Papai não a teria deixado falar com ele sobre o acordo.

3 comentários:

  1. Se a demi não tá, eu To me apaixonando pelo Joe,que cara mais lindo, ele só passa essa cara de mal e faz todo mundo ter medo dele,mas no fundo ele é carinhoso e a demi vai se dar bem com isso

    ResponderExcluir
  2. Fico com vergonha pela Demi kkkk
    Posta mais

    ResponderExcluir
  3. Estou amando tudooo
    Ansiosa para mais kkk
    Joe está maravilhoso !! Que ele fique mais ainda com a Demi !!
    Agora falta a Demi...dar uma chance maior para o Joe kkk...mais ela está começando... ( acho que deu para intender o que eu estou tentando dizer )
    Beijos

    ResponderExcluir

Espero que tenham gostado do capítulo :*