Capítulo 36 Maratona 5/5


Quando acordei na manhã seguinte, eu estava sozinha na cama. Me sentei, lamentando que Joe não tivesse me acordado. Saí da cama quando ele entrou no quarto vindo do corredor, já vestido de preto, com um coldre no peito que tinha duas facas e duas armas, e sabe-se lá quantos coldres com mais armas ele tinha sobre o resto do seu corpo. — Você já está indo embora? 
Ele fez uma careta. — A Bratva pegou um dos nossos. Deixaram-no em pequenos pedaços ao redor de um dos nossos clubes. 
— Alguém que eu conheço? — eu perguntei com medo. Joe balançou a cabeça. — A polícia vai se envolver? 
— Não se eu puder evitar. — Joe segurou meu rosto. — Vou tentar voltar cedo para casa, ok? 
Eu concordei. Ele abaixou a cabeça, me olhando o tempo todo para ver se eu iria me afastar. Seus lábios roçaram os meus. Eu abri minha boca e ele aprofundou o beijo, mas foi mais rápido demais. Eu vi suas costas quando ele deixou o quarto. Então peguei o telefone e liguei para Gianna. 
— Eu pensei que você nunca mais ia ligar — foi a primeira coisa que saiu de sua boca. 
Eu sorri. — Eu ainda nem tomei banho, e são apenas oito horas em Chicago. Você não pode ter acordado há muito tempo. 
— Você não ligou ontem. Eu estava doente de preocupação. Não consegui dormir por sua causa. Eu odeio estarmos tão distantes uma da outra e eu não poder ver por mim mesmo se você está bem. Você está bem? 
— Sim, eu estou. — Eu contei a ela sobre minha conversa com Joe e que passamos o dia de ontem juntos. 
— Que nobre da parte dele concordar com não fazer você de palhaça de novo e realmente tentar fazer o casamento funcionar. Dê flores a esse homem. 
— Ele não é um homem bom, Gianna. Não há homens bons em nosso mundo. Mas eu acho que ele realmente quer tentar. E eu quero isso também. 
— Por que você não pergunta a ele se eu posso ir visitar por alguns dias? Eu não tenho que ir a escola por mais duas semanas e estou além do entediada sem você aqui. Poderíamos passar alguns dias na praia nos Hamptons e ir às compras em Manhattan. 
— O que o pai disse? Você perguntou a ele? 
— Ele me disse para pedir a você e a Joe. 
— Vou perguntar a ele. Eu não acho que ele vai se importar. Não é como se ele ficasse em casa. A maioria dos dias eu estou sozinha com Romero. 
— Por que você não pergunta a Joe sobre ir para a faculdade? Você tem notas perfeitas. Você não teria dificuldade de entrar em Columbia. 
— Para quê? Eu não vou nunca ser autorizada a trabalhar. É muito perigoso. 
— Você poderia ajudar Joe com seus clubes. Você poderia ser sua secretária ou algo assim. Você vai ficar louca se ficar nessa cobertura o tempo todo. 
— Não se preocupe, eu vou ficar bem, — eu disse, embora eu realmente não tivesse certeza. Gianna tinha um ponto. — Eu vou falar com Joe sobre a sua visita. Agora eu realmente preciso tomar um banho e comer alguma coisa. 
— Me ligue o mais rapidamente possível. Eu preciso comprar a passagem. 
Eu sorri. — Eu vou. Fique longe de problemas. 
— Você também. 
Eu desliguei. Então eu me preparei e coloquei um vestido de verão bem fresco. Estava ensolarado lá fora e eu queria andar pelo Central Park. Quando entrei na sala, Romero estava sentado na mesa de jantar, com uma xícara de café na frente dele. 
 Joe ficou muito bravo com você? — eu perguntei quando eu passei por ele em direção à enorme cozinha aberta. Um bolo de cenoura caseiro estava em cima do balcão e eu podia ouvir Marianna trabalhando em algum lugar. Ela provavelmente estava fazendo faxina. 
Romero se levantou, pegou sua xícara e encostou-se à ilha da cozinha. — Ele não estava feliz. Você poderia ter sido morta. Eu tenho que protegê-la. 
— O que Joe vai fazer hoje? 
Romero balançou a cabeça. 
— O que ele está fazendo? Quero saber mais detalhes. Por que ele está levando tantas armas? 
— Ele, Nick e alguns outros estão indo encontrar os caras que mataram o nosso homem, e depois eles vão se vingar. 
— Isso parece perigoso. — A preocupação me encheu. Vingança nunca era o fim das coisas. A Bratva, por sua vez, iria se vingar pela a vingança de Joe. Era uma história que nunca terminava. 
Joe e Nick fazem isso há muito tempo, eles são os melhores. 
— E em vez de estar na diversão você tem que me cuidar das crianças. 
Romero encolheu os ombros, então sorriu. — É uma honra. 
Revirei os olhos. — Eu gostaria de ir correr no parque Central Park. 
— Você vai tentar fugir de novo? 
— Por que eu tentaria? Não há lugar para onde eu possa fugir. E eu duvido que você vá me deixar escapar novamente. Você parece bastante em forma. 
Romero se endireitou. — Ok. — Eu poderia dizer que ele ainda estava desconfiado das minhas intenções. 
Eu coloquei meus shorts, uma regata e meus tênis de corrida e voltei para a sala. 
Romero tinha colocado uma calça de moletom e uma camiseta. Ele mantinha um estoque de roupas em um dos nossos quartos de hóspedes, mas vivia em um apartamento a cerca de dez minutos daqui. — Onde você esconde suas armas? 
— Esse é o meu segredo, — disse ele com um sorriso raro, mas logo se conteve e voltou ao seu rosto profissional. 
Romero estava apto e poderia facilmente me acompanhar enquanto corremos pelos muitos caminhos do Central Park pela próxima hora. Era maravilhoso correr ao ar livre por uma vez, ao invés de estar limitada à esteira. Senti-me livre e quase como se eu fizesse parte desse mundo de pessoas que fazem coisas comuns, como passear com seus cachorros ou jogar beisebol. Talvez Joe corresse comigo um dia, quando os russos não estivessem mais lhe dando trabalho. Quando isso aconteceria? 
*** 
Mais tarde naquele dia eu estava sentada no terraço, olhando o pôr do sol, com as pernas puxadas contra o meu corpo. Romero estava verificando seu telefone.  
— Joe terá mais tempo para você em breve. 
Eu olhei para ele. Será que eu aparentava estar solitária? — Ele disse a você quando estaria em casa hoje? 
— Ele ainda não respondeu a mensagem, — disse ele lentamente. 
— Isso é um mau sinal, certo? 
Romero não disse nada, apenas franziu o cenho para o seu telefone. 
Entrei quando ficou muito frio lá fora, coloquei minha camisola, me enrolei no sofá e liguei a TV. Eu não pude deixar de ficar mais preocupada à medida que o relógio chegava mais perto da meia-noite, mas, eventualmente, adormeci. 
*** 
Eu acordei quando eu estava sendo erguida do sofá. Meus olhos se abriram e eu olhei para o rosto de Joe. Estava escuro demais para reconhecê-lo. Romero deve ter apagado as luzes em algum momento. — Joe? — eu murmurei. 
Ele não disse nada. Eu coloquei a mão no seu peito. Sua camisa estava molhada com alguma coisa, água? Sangue? 
Sua respiração era estável, seus passos medidos. Seu batimento cardíaco estava calmo sob minha palma. Mas eu não conseguia ler o seu estado de espírito. Era estranho. Ele me levou até as escadas como se eu não pesasse nada. Nós chegamos ao nosso quarto e ele me colocou na cama. Eu só podia vê-lo pairando sobre mim. Por que ele não dizia nada? 
Me estiquei e tateei procurando o interruptor do abajur ao lado da cama. Eu rocei a ponta dos dedos sobre ele, as luzes se acenderam e eu engasguei. A camisa de Joe estava coberta de sangue. Embebida em sangue. Havia um pequeno corte na sua garganta e os rasgos em sua camisa eram uma indicação de que ele provavelmente tinha mais feridas. Então meus olhos encontraram seu rosto e eu fiquei mais tensa ainda, como um cervo tentando escapar sem chamar atenção do lobo. Eu pensei que já tinha visto a escuridão de Joe em algumas ocasiões, pensei que já havia vislumbrado o monstro por debaixo da sua máscara de civilidade. Agora percebi que não. Sua expressão era vazia de emoção, mas seus olhos fizeram os cabelos do meu pescoço arrepiar. 
Lambi meus lábios. — Joe? 
Ele começou a desabotoar sua camisa, revelando pequenos cortes e uma ferida mais abaixo das costelas. Sua pele estava coberta de sangue. Mas não tinha como ser todo dele, especialmente o sangue na camisa. Fiquei preocupada por ele ainda não ter falado. Ele tirou a camisa e jogou no chão. Em seguida, ele soltou o cinto. 
— Joe — eu disse. — Você está me assustando. O que aconteceu? 
Ele empurrou as calças e saiu delas. Ele estava descalço e apenas de cueca quando se ajoelhou na cama e colocou um joelho entre as minhas pernas. Eu comecei a me arrepender de estar vestida apenas com uma camisola. Ele se moveu lentamente até sua cabeça pairar sobre a minha. O terror apertou minha garganta e fez meu coração vibrar. 
Seus olhos me fizeram querer correr, chorar e gritar, escapar. Em vez disso, eu levantei a minha mão e acariciei sua bochecha. Sua expressão mudou, como uma fenda na máscara monstruosa. Ele se inclinou para o toque, então baixou o rosto e apertou na curva do meu pescoço. Ele respirou profundamente e não se moveu por um longo tempo. Eu tentei não entrar em pânico. Minha mão estava tremendo em sua bochecha. 
— Joe? — eu disse suavemente. 
Ele levantou a cabeça novamente. Eu pude ver um lampejo do Joe que eu conhecia. Ele saiu da cama e foi para o banheiro. Quando ele estava fora de vista, eu deixei escapar um suspiro profundo. O que quer que tenha acontecido hoje deve ter sido horrível. Sentei-me ao ouvir o chuveiro ligado. Em que tipo de humor Joe voltaria para o quarto? O monstro domado ou o monstro quase fora de controle de um momento atrás? 
A água parou e eu rapidamente deitei no meu lado da cama e puxei as cobertas para cima. Poucos minutos depois a porta se abriu e Joe entrou com uma toalha em volta da cintura. Ele estava limpo, mas algumas gotas de sangue pingavam de sua ferida e manchavam a toalha. Ele não caminhou em direção ao armário para pegar uma cueca como sempre fazia, em vez disso ele veio diretamente para a cama. Quando ele puxou a toalha, eu desviei os olhos e virei para o meu outro lado. Ele levantou o cobertor e o colchão mudou sob o seu peso. Ele se apertou contra mim, com a mão enrolada sobre meu quadril e me virou para ele. 
Minha mente gritou comigo para detê-lo. Ele estava completamente nu e meio assustador. Ele passou o dia recolhendo os pedaços de um de seus homens e o restante do dia matando seus inimigos. Ele agarrou a barra da minha camisola e começou a puxá-la para cima. 
Eu coloquei minha mão sobre a dele. 
— Joe — eu sussurrei. 
Seus olhos encontraram os meus. Eu relaxei um pouco. Ainda havia escuridão neles, mas mais contida. — Eu quero sentir o seu corpo contra o meu hoje à noite. Eu quero te abraçar. 
Eu quase podia ouvir as palavras não ditas: eu preciso de você. Engoli em seco. — Só abraçar? 
— Eu juro — sua voz estava rouca, como se tivesse passado horas gritando ordens. 
Eu abaixei minha mão e deixei que ele puxasse minha camisola. Ele soltou um suspiro baixo quando olhou para os meus seios nus. Eu tive que lutar contra a vontade de me cobrir. 
Seus dedos roçaram a barra da minha calcinha, mas quando eu fiquei tensa ele tirou a mão e rolou de costas, me levando pra cima dele. Eu montei seu estômago, meus joelhos em cada lado dele, os meus seios pressionados contra o seu peito. Eu tentei segurar o meu peso para não cair totalmente em cima dele porque eu não queria machucar suas feridas, mas ele envolveu um braço em volta de mim e me apertou com força contra o seu corpo. Sua outra mão tocou minha bunda, me fazendo pular. Ele começou a mover seu polegar em toda a minha parte inferior das costas e bunda, e eu relaxei lentamente. O tempo todo seus olhos perfuravam os meus, e a cada momento que passava a escuridão ali se dissipava. 
— Seu corte não precisa de pontos? 
Ele se inclinou pra frente e me beijou docemente. — Amanhã. — Ele continuou acariciando minha bunda e me beijando lentamente como se quisesse saborear cada momento. 
Eu estava completamente dominada, mas me senti bem. Eu adorava que de repente ele estivesse sendo tão gentil. Se ele fosse assim quando a gente fizesse amor pela primeira vez, então talvez não fosse tão ruim. Minhas pálpebras estavam pesadas, mas eu não conseguia desviar o olhar de Joe. Toquei sua garganta, um centímetro abaixo do corte. Não sei por que, mas me inclinei para frente e dei um beijo na ferida. Era um corte pequeno e não ia precisar de pontos, diferente daquele abaixo das costelas. Quando eu recuei, Joe parecia quase surpreso. Sua mão na minha bunda se moveu mais para baixo. Seu dedo mínimo estava quase me tocando lá. Ele apertou minha nádega e por um momento seu dedo roçou minha abertura através do tecido. 
Eu respirei fundo, chocada como o que esse pequeno toque causou em mim. Um calor se reuniu entre as minhas pernas e eu podia me sentir ficando molhada. Eu me contorci em constrangimento, não querendo que Joe percebesse que seu toque na minha bunda tinha causado tal reação. Podia ser que eu não tivesse experiência, mas eu já tinha imaginado algumas coisas e até mesmo tinha me acariciado em muitas noites. Não era como se eu fosse frígida. O corpo de Joe me excitava. Talvez eu quisesse amor, mas meu corpo queria outra coisa. A sensação do peito forte e do estômago musculoso de Joe debaixo de mim, seus beijos suaves, seu toque quente, me fez querer algo mais, mesmo que eu soubesse que era uma má ideia.

Continua ...
Hey Hey galerinha. Espero muito que vocês tenham gostado do capítulo
Eu estou ficando apaixonada por esses dois, fala sério eu quero um hot logo kkkkk
Beijos amores 

3 comentários:

  1. Adorei a maratona
    Mas esse não seria o capítulo 36?

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  2. Eu To completamente apaixonada por eles,acho que você poderia postar mais um hoje kkkkk

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  3. Também estou apaixonada por esses dois kkk...melhor fase...❤️
    Espero que o Joe nunca mais traia a Demi com nenhuma vadia...
    E tadinho do Joe...todo machucado !!
    Estou amando tudo
    Beijos

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Espero que tenham gostado do capítulo :*